Objetivo: compreender como a inteligência artificial pode auxiliar no diagnóstico precoce e acompanhamento da Doença de Alzheimer, considerando os desafios éticos relacionados à privacidade dos dados na área da saúde. Metodologia: revisão integrativa da literatura. Realizou-se uma busca estruturada nas fontes de dados eletrônicos PubMed, LILACS, The Lancet, MDPI e SciELO e foram selecionados artigos científicos originais ou não, sem restrição de idioma e com limitação temporal quinquenal. Resultados: observou-se que a interface entre a inteligência artificial e a saúde emerge como um campo promissor, especialmente para o manejo de doenças complexas, como o Alzheimer. A inteligência artificial oferece a possibilidade de diagnósticos mais precisos, tratamentos personalizados e uma melhor qualidade de vida para os pacientes. Contudo, o potencial da inteligência artificial é acompanhado por dilemas éticos e legais complexos, especialmente no que se refere à coleta, armazenamento, privacidade, consentimento informado, discriminação algorítmica, responsabilidade e uso de dados de saúde. Conclusão: a implementação de sistemas de inteligência artificial na saúde requer um equilíbrio entre os benefícios de um potencial diagnóstico precoce e a necessidade de maior proteção a privacidade dos pacientes. Desafio adicional a ser considerado é a necessidade de imparcialidade e a transparência dos algoritmos utilizados. Há necessidade da propositura de diretrizes para o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial que sejam seguros, justos e transparentes, que respeitem os direitos dos pacientes e promovam a equidade no acesso aos cuidados de saúde.
Submissão: 04/03/25| Revisão: 11/08/25| Aprovação: 12/08/25