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Análise do consumo de combustíveis fósseis e dos propulsionadores socioeconômicos de mortalidade por doenças respiratórias nos países do G7: uma abordagem utilizando os modelos ARDL e VAR

Cadernos de Saúde Pública (CSP)

Este estudo investiga o impacto de fatores ambientais, sociais e econômicos na poluição do ar e na mortalidade por doenças respiratórias nos países do G7 utilizando modelos autoregressivo de defasagem distribuída e autoregressivo vetorial. As principais variáveis analisadas foram o consumo de energia não renovável, as emissões de dióxido de carbono, o produto interno bruto, a urbanização, a expectativa de vida e os gastos com a saúde pública. Três hipóteses foram testadas: (i) o uso de energia não renovável está associado a maior mortalidade por doenças respiratórias; (ii) fatores econômicos e demográficos influenciam as taxas de mortalidade respiratória; e (iii) os gastos com a saúde pública mitigam a mortalidade relacionada à poluição. Os resultados revelam que o consumo de energia não renovável e as emissões de dióxido de carbono estão significativamente correlacionados com o aumento da mortalidade por doenças como doença pulmonar obstrutiva crônica e cânceres de traqueia, brônquios e pulmão. Enquanto um produto interno bruto estável se correlaciona com menor taxa de mortalidade, a urbanização desordenada contribui para o aumento das mortes. Além disso, a expectativa de vida foi ligada à maior mortalidade, pois implica exposição prolongada a riscos ambientais. Observou-se que o aumento dos gastos com a saúde pública reduz o número das mortes associadas à poluição do ar. Este estudo ressalta a necessidade crítica de políticas integradas ambientais e de saúde pública, especialmente em áreas urbanizadas, para atender aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável focados em saúde, cidades sustentáveis e a questão climática. Este estudo avança na compreensão de como intervenções direcionadas em energia, saúde e política urbana, em conjunto, podem reduzir a taxa de mortalidade por doenças respiratórias e apoiar o desenvolvimento sustentável.

DOI
10.1590/0102-311XEN011125
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Publicado por (Instituto)