Esta resenha foi escrita para complementar a apresentação de abertura do 1º Congresso Internacional Online de Fitoterapia de 09 a 13/03/2021. Ela descreve os Programas de Pesquisa de Plantas Medicinais (PPPM) da CEME (1976 a 1998) e CAPES (1980-1990), que incentivaram a pesquisa de plantas da medicina popular visando desenvolver medicamentos para atender à demanda da saúde pública. Na realidade político-econômica da época, a dependência total dos insumos farmacêuticos internacionais impactava a economia do país, que deles necessitava para o atendimento primário à saúde que rapidamente se avolumava. Os PPPM cresceram à luz dos incentivos internacionais da OMS embutidos na Declaração de Alma Ata (1978), que recomendava a utilização dos recursos da medicina tradicional no atendimento primário à saúde. Os programas CEME, após avaliar a carência de laboratórios e pesquisadores, planejaram o desenvolvimento de medicamentos a partir de plantas brasileiras, incentivaram a integração científica na academia, apoiaram o recrutamento ativo de recursos humanos iniciados pela CAPES em 1982 e a instalação de laboratórios-embrião em universidades distantes. Especialidades inexistentes, como a toxicologia de medicamentos, foram rapidamente treinadas. Nesse contexto, a resenha resume o planejamento dos PPPM e as conquistas obtidas no estudo de Plantas Medicinais até à extinção daqueles programas governamentais.