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Um país estacionado na encruzilhada da história

Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (RECIIS)

Esta nota analisa o Brasil de 2025 em meio ao colapso de um sistema mundial em crise, marcado pela ascensão de negacionismos, pela violência política e pela persistência do racismo estrutural. A combinação entre neoliberalismo e necropolítica aprofunda desigualdades, bloqueia reformas e alimenta uma “pulsão de crueldade” que se expressa em massacres, encarceramentos e precarização da vida. Apesar desse cenário, o texto destaca a potência das práticas comunitárias, especialmente nas favelas, como forma de cuidado, resistência e produção de vínculos igualitários com força clínica e política. Experiências locais, apoiadas por movimentos sociais, universidades e pela reforma sanitária, mostram caminhos para reconstruir direitos, fortalecer o Sistema Único de Saúde e articular um projeto democrático centrado na vida. A liderança de mulheres e de coletivos antirracistas aponta para um horizonte de transformação territorial e social frente às múltiplas catástrofes contemporâneas.

DOI
10.29397/reciis.v19i4.5481
Referências do artigo
AROUCA, Sergio. Discurso na abertura da 8ª Conferência Nacional de Saúde em 1986. Rio de Janeiro: VídeoSaúde Distribuidora da Fiocruz, 2013, 1 vídeo (42 min). Publicado pelo canal VídeoSaúde Distribuidora da Fiocruz. Disponível em: https://youtu.be/-_HmqWCTEeQ?si=5mmFeEgzOdCQlZ_s. Acesso em: 15 dez. 2025. BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. BIRMAN, Joel. O sujeito na contemporaneidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. SAFATLE, Vladimir. Maneiras de transformar mundos: Lacan, política e emancipação. São Paulo: Autêntica, 2020. SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. São Paulo: Nobel, 1987.
Publicado por (Instituto)