Pular para o conteúdo principal

Os alimentos da Cesta Básica dos brasileiros são seguros para o consumo?

Cadernos de Saúde Pública (CSP)
Objetivou-se analisar a presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos da Cesta Básica dos brasileiros. Amostras de açúcar refinado, arroz polido longo fino tipo 1, café em pó tradicional, farinha de trigo branca tipo 1, feijão preto comum tipo 1 e óleo de soja refinado foram coletadas em supermercados no Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os estados fazem parte da Região 3 de estratificação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos da Cesta Básica nacional. Os ingredientes ativos analisados foram os dez de maior volume comercializados para cada cultura, de 2019 a 2023, informados pelos departamentos de agricultura dos estados. Foram utilizadas estatísticas descritivas de frequência para caracterizar o estudo. Em amostras de arroz foram detectados resíduos de imazapir (Mato Grosso e Paraná) e triciclazol (Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina). No café, o glifosato foi detectado no Paraná e em Mato Grosso e na farinha do Paraná, enquanto o glufosinato foi detectado na farinha de Santa Catarina. Em relação ao feijão, o glufosinato foi detectado em todos os estados, além do glifosato (Rio Grande do Sul) e carbendazim em Mato Grosso. Embora os resíduos de agrotóxicos tenham permanecido dentro dos limites legais, é preciso destacar que esses limites não garantem a ausência de risco. Exposições crônicas, especialmente em populações vulneráveis, e a soma de fontes alimentares diversas podem aumentar o potencial de efeitos negativos à saúde. Estratégias de redução da exposição, como optar por produtos de baixo risco ou orgânicos e aplicar técnicas complementares de mitigação, continuam sendo importantes.
DOI
10.1590/0102-311XPT182325
Identificação
Publicado por (Instituto)