Revista Fitos
A experiência refere-se ao curso de educação popular e plantas medicinais na atenção básica denominado “Semeando o Cuidado”, concebido para fornecer subsídios à implementação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF). Fundamentada na pedagogia freiriana, a formação utilizou a planta medicinal como tema gerador para promover o diálogo entre conhecimentos científicos e saberes populares/tradicionais. Estruturada originalmente para o formato presencial, a trajetória adaptou-se à modalidade remota durante a pandemia de COVID-19, retornando ao presencial em 2022 e empregando recursos como livro didático, jogo cooperativo, investigação de campo, elaboração de plano de ação e herbários pedagógicos. Os resultados demonstraram a ressignificação das práticas de cuidado nos territórios e o fortalecimento de vínculos comunitários. O processo reafirma a potência da construção compartilhada do conhecimento e da decolonialidade, servindo como subsídio para a transformação do cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS) ao valorizar a ancestralidade e a determinação social do processo saúde-doença.
DOI
10.32712/2446-4775.2026.2087
Autores
Palavras-chave
Identificação
Referências do artigo
1. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.761, de 19 de novembro de 2013. Política nacional de educação popular em saúde no âmbito do SUS (PNEPS-SUS). Brasília: Ministério da Saúde; 2013. [acesso em: 10 set. 2025]. Disponível em: [https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt2761_19_11_2013.html].
2. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 971 GM/MS, de 3 de maio de 2006. Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2006 [acesso em: 10 set. 2025]. Disponível em: [https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt0971_03_05_2006.html].
3. Brasil. Ministério da Saúde. Decreto nº 5.813, de 22 de junho de 2006. Aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e dá outras providências. Brasília: Ministério da Saúde; 2006 [acesso em: 10 set. 2025]. Disponível em: [https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_fitoterapicos.pdf].
4. Brasil. Ministério da Saúde. Política nacional de saúde integral das populações do campo e da floresta. Brasília: Ministério da Saúde; 2013. [acesso em: 10 set. 2025]. Disponível em: [https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_saude_populacoes_campo.pdf].
5. Nespoli G, Gomes AMO, Borges CF, et al. Educação popular e plantas medicinais na atenção básica à saúde. Rio de Janeiro: EPSJV; 2021 [acesso em: 20 set 2025]. Disponível em: [https://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/files/plantas%20medicinais.pdf].
6. Jara O. A sistematização de experiências: prática e teoria para outros mundos possíveis. Brasília: Contag; 2012 [acesso em: 10 ago. 2025]. Disponível em: [https://www.edpopsus.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/oscar-jara-para-sistematizar-experic3aancias1.pdf]
7. Freire P. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 1987. p. 343-48.
8. Freire P. Comunicação ou extensão? Tradução de Rosisca Darcy de Oliveira. 7ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 1983.
9. Freire P. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 2014.
10. Freire P. Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 1992.
11. Chagas DC, Dias JVS, Borges CF, et al. Jogo de tabuleiro semeando o cuidado. Rio de Janeiro: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio; [data desconhecida] [acesso em: 18 mai. 2026]. Disponível em: [https://educare.fiocruz.br/resource/show?id=wmQwTeS1].
12. Brandão CR. O que é educação. São Paulo: Brasiliense; 1981.
13. Santos M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Edusp; 2002.
14. Campos GWS. Um método para análise e cogestão de coletivos: a constituição do sujeito, a produção de valor de uso e a democracia em instituições: o método da roda. São Paulo: Hucitec; 2000.
15. Camargo KR Jr. A biomedicina. Physis. 2005; 15(Suppl): 177-201. [acesso em: 10 ago. 2025]. Disponível em: [https://www.scielo.br/j/physis/a/BmZ6PN6vDQyXgntsPXqWrRL/?format=pdf&lang=pt].
16. Mignolo WD. Histórias locais-projetos globais: colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. Belo Horizonte: Editora UFMG; 2003.
17. Antonio GD, Tesser CD, Moretti-Pires RO. Contribuições das plantas medicinais para o cuidado e a promoção da saúde na atenção primária. Interface (Botucatu). 2013; 17: 615-33. [acesso em: 10 ago. 2025]. Disponível em: [https://doi.org/10.1590/S1414-32832013005000014].
18. Penna C. Paulo Freire no pensamento decolonial: um olhar pedagógico sobre a teoria pós-colonial latino-americana. Rev Estud Pesqui Am. 2014; 8(2): 164-80. [acesso em: 10 ago. 2025]. Disponível em: [https://bds.unb.br/handle/123456789/1325].
19. Quijano A. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: Lander E, organizador. A colonialidade do saber: etnocentrismo e ciências sociais – perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires: CLACSO; 2005. p. 107-26.
20. Mignolo W. Desafios decolonais hoje. Rev Epistemol Sul. 2017; 1(1): 12-32.
Página da publicação
Publicado por (Instituto)