Pular para o conteúdo principal

Reflexões pós-coloniais sobre a coleção do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian: António Ole, Grada Kilomba, Kiluanji Kia Henda e Mónica de Miranda

História, Ciências, Saúde - Manguinhos (HCS)
Partindo de conceitos propostos pelos estudos pós-coloniais – como a necessidade da revisão do arquivo histórico colonial, a crítica do eurocentrismo e a recuperação de memórias silenciadas –, procura-se promover uma renovação epistemológica do conhecimento ocidental, caracterizado, segundo as reconhecidas teorias de Said, Chakrabarty e Mignolo, como uma prática hegemónica, que marginaliza outras culturas e povos. Dada a atualidade e urgência dessas teorias, considera-se o reconhecimento e a valorização da arte moderna africana uma prática positiva, no sentido da renovação de ideias dominantes, transcendendo práticas eurocêntricas. Como exemplo concreto desse reconhecimento analisam-se quatro obras de artistas africanos, ou de ascendência africana, presentes na coleção da Fundação Calouste Gulbenkian, nomeadamente, António Ole, Grada Kilomba, Kiluanji Kia Henda e Mónica de Miranda.
DOI
10.1590/S0104-59702025000100033
Identificação
Publicado por (Instituto)