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Cadernos de Saúde Pública (CSP)
Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão sistemática da associação entre nível socioeconômico de acordo com os modelos de curso de vida e índice de massa corporal (IMC) em adultos. Foi realizada uma revisão com base nas diretrizes PRISMA. Os estudos foram identificados nas bases de dados MELINE/PubMed, LILACS e Web of Science. Os artigos elegíveis investigaram a associação entre pelo menos um modelo de curso de vida (acúmulo de riscos, período crítico ou mobilidade social) e IMC. Para avaliar a qualidade dos artigos selecionados, a lista de critérios NOS foi aplicada a cada estudo. Foram selecionados 11 artigos para a revisão sistemática e sete artigos para a metanálise. A pontuação média e a mediana na lista NOS foram 6,4, dentro de uma pontuação possível de 8. O modelo mais utilizado foi o da mobilidade social. Na metanálise, entre mulheres, houve associação entre nível socioeconômico ao longo da vida e IMC. A diferença média (DM) no IMC foi maior entre indivíduos que permaneceram com nível socioeconômico baixo ao longo da vida, comparado aos que mantiveram nível socioeconômico alto (DM: 2,17; IC95%: 1,48; 2,86). Antes disso, a DM no IMC foi maior entre indivíduos com mobilidade ascendente, comparado àqueles que mantiveram nível socioeconômico alto ao longo da vida (DM: 1,20; IC95%: 0,73; 1,68). O risco de sobrepeso também foi maior entre mulheres que mantiveram nível socioeconômico baixo (RR sumário: 1,70; IC95%: 1,05; 2,74); porém, de acordo com os critérios GRADE, os estudos apresentaram evidências de qualidade muito baixa. Não foi observada associação em homens. O nível socioeconômico baixo em algum momento da vida está associado ao IMC mais alto na vida adulta.
DOI
10.1590/0102-311x00125518
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