Título PT: Análogos da Talidomida no Brasil: Preocupação com a Teratogênese
Faz mais de 50 anos que a talidomida foi retirada do mercado mundial devido ao seu potencial teratogênico. Entretanto, seu uso disseminado em todo o mundo foi retomado devido às suas propriedades imunomodulatórias e antiangiogênicas. A droga foi utilizada em novas terapias e o interesse continuou com a emergência de análogos mais potentes, os mais notáveis deles sendo a lenalidomida e a pomalidomida, que não estão aprovados no Brasil. A questão que surge após a síntese dos análogos é: Estas drogas também têm o mesmo potencial teratogênico? A resposta a esta pergunta baseia-se apenas em estudos experimentais, pois a exposição a humanos não está autorizada e ainda não foi reporta-da. Embora a talidomida tenha sido durante muitos anos reconhecida como um poderoso teratógeno humano, os mecanismos moleculares da teratogênese ainda não foram com-pletamente explicados. Os esforços com modelos animais e estudos genéticos humanos para entender o efeito tóxico da droga esclareceram alguns importantes caminhos que estão muito provavelmente envolvidos na ação teratogênica. Entretanto, ainda não foi possível isolar o agente teratogênico das outras ações terapêuticas na talidomida e seus análogos. Além disso, há diferenças específicas da espécie que devem ser levadas em consideração quando a teratogenicidade é avaliada.