Maytenus ilicifolia (Celastraceae) é uma planta conhecida popularmente como “espinheira-santa”. A espécie é nativa da região sudeste do Brasil, se adapta melhor a climas quentes e é utilizada na medicina popular no tratamento de doenças estomacais. A fitoterapia, encontra-se em expansão no Brasil e no mundo e, devido a esta crescente busca e desordenada extração de plantas medicinais, muitos vendem espécies semelhantes como se fossem originais, comprometendo a real eficácia dos produtos utilizados. Nesse sentido, a comparação anatômica tem provado ser útil na diferenciação das espécies. Assim, o presente estudo visa avaliar a autenticidade de espinheira-santa comercializada em mercados de ervas de São Mateus-ES, por meio da caracterização de comparação anatômica foliar de amostras de M. ilicifolia in situ e comercializada. Os resultados obtidos mostram que as estruturas anatômicas foliares de M. ilicifolia in situ, comparadas com as amostras da Casa Natural e do Mercado Municipal, diferem-se quanto à disposição dos feixes vasculares na nervura central, quanto ao formato do pecíolo e presença ou ausência de grupos de fibras isolados no córtex. Por fim, diante da avaliação das amostras, pode-se observar que o material comercializado em mercado de ervas, possivelmente não condiz com a espécie M. ilicifolia.
Autenticidade de amostras de Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek comercializadas em mercados de São Mateus, ES, Brasil
Revista Fitos
DOI
10.32712/2446-4775.2021.966
Autores
Palavras-chave
Edição
Identificação
Referências do artigo
Souza VC, Lorenzi H. Botânica Sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG III; 2012. 768p. ISBN: 9788586714399.
Reflora. Celastraceae. In: Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 2020. Disponível em: [Link]. Acesso em: 22 out. 2020.
CNIP - Centro Nordestino de Informações sobre plantas. 2014. Disponível em: [Link]. Acesso em: 11 abr. 2014.
Carvalho-Okano RM, Leitão Filho HF. O gênero Maytenus Mol. emend. Mol. (Celastraceae) no Brasil extra-amazônico. In: Reis MS, Silva SR. Conservação e uso sustentável de Espinheira Santa. 2005; 1:11-51. Disponível em: [Link]. Acesso em: 12 abr. 2014.
Lorenzi H, Matos FJA. Plantas medicinais no Brasil - nativas e exóticas. 1ª ed. São Paulo: Instituto Plantarum. 2002; 20-122.
Pereira MAS, Menezes Jr A, França SC, Vilegas JHY, Cordeiro PJM, Lanças FM. Effect of fertilization on morphologic characteristics and secondary metabolites of Maytenus aquifolium Mart. J Herbs Spices Med Plants. 1995; 3:43-50. [CrossRef].
Cirio GM, Doni Filho L, Miguel MD, Miguel OG, Zanin SMW. Interrelação de parâmetros agronômicos e físicos de controle de qualidade de Maytenus ilicifolia Mart. ex. Reiss (Espinheira-santa) como insumo para a indústria farmacêutica. Vis Acad. 2003; 4(2): 67-76. [CrossRef].
Lorenzi H, Matos FJA. Plantas medicinais no Brasil – nativas e exóticas. 2ª ed; 2002.
Metcalfe CR, Chalk L. Anatomy of the Dicotyledons. Oxford, C1aredon Press. 1957; 1 (11).
Aiquini Y, Takemori NK. Organização Estrutural de Espécies Vegetais de Interesse Farmacológico. Herbarium Laboratório Botânico; 2000.
Costa RPC, Guimarães ALA, Vieira ACM. Avaliação da qualidade de amostras de plantas medicinais comercializadas no Brasil. Rev Ciênc Farm Bás Apl. 2014; 35(3): 425-433. [Link]. ISSN 1808-4532.
Jacomassi E, Machado S. Características anatômicas de espinheira-santa (Maytenus ilicifolia Mart. Ex Reissek e Maytenus aquifolia Mart.) e mata-olho (Sorocea bonpladii (Baill.) Burg. Lanj. & Boer.) para o controle de qualidade da matéria prima. Rev Bras Pl Med. 2003; 6(1): 84-96. [Link].
Machado AV, Santos M. Morfo-anatomia foliar comparativa de espécies conhecidas como espinheira-santa: Maytenus ilicifolia (Celastraceae), Sorocea bonplandii (Moraceae) e Zollernia ilicifolia (Leguminosae). Insula. 2004; (33): 01-19. ISSN 0101-9554. [Link].
Duarte MR, Debur MC. Stem and leaf morphoanatomy of Maytenus ilicifolia. Fitoterapia. 2055; 76: 41-49. [CrossRef].
Joffily A, Vieira RC. Anatomia foliar de Maytenus Mol emend Mol (Celastraceae) ocorrente no Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Acta Bot Bras. 2005; 19(3): 549-561. [CrossRef].
Souza RS, Trindade IC, Mercadante-Simões MO, Duarte LP, Silva GDF et al. Laef morphoanatomy of the medicinal Maytenus imbricata (Celastraceae): na ecological approach. Bot Scienc. 2017; 95(4): 822-829. ISSN 2007-4476. [CrossRef].
Carlquist S. Comparative Plant Anatomy. New York, Holt Rinehart and Winston; 1961.
Dickison WC. Integrative Plant Anatomy. San Diego, Harcourt Academic Press; 2000.
Calixto JB. Efficacy, safety, quality control, marketing and regulatory guidelines for herbal medicines (phytotherapeutic agents). Braz J Med Biol Res. 2000; 33:179- 189. [CrossRef].
Reis MS. Manejo sustentado de plantas medicinais em ecossistemas tropicais. In: Di Stasi LC (Org.). Plantas medicinais: arte e ciência - Um guia de estudo interdisciplinar. São Paulo: USP. 1996; 198-214.
Batistic MA, Auricchio, MT, Hoppen VR, Yamashita IY. Verificação da Qualidade e Identidade de chás medicinais. Rev do Inst Adolfo Lutz. 1989; 1: 45-49. Disponível em: [Link]. Acesso em: 11 abr 2014.
Grauds C. Natural medicines in pharmacy texts, medical schools and government research. Pharm Times. 1996; 62: p.92. Disponível em: [Link]. Acesso em: 12 abr. 2014.
Johansen DA. Plant Microtechniche. New York: McGraw Hill; 1940.
Bukatsch F. Bemerkungenzum Doppelfarbung Astrablau-Safranin. Mickrokosmos. 1972; 61: 255.
Metcalfe CR, Chalk L. Anatomy of the dicotyledons: leaves, stemand wood in relation to taxonomy with notes on economic uses. Claredon Press, Oxford.1950; 1(2): 387-97.
Azevedo SKS, Silva MI. Plantas medicinais e de uso religioso comercializadas em mercados e feiras livres no Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Acta Bot Bras. 2006; 20(1): 185-194. ISSN 0102-3306. [CrossRef].
Coulad-Cunha S, Oliveira RS, Waissmann W. Venda livre de Sorocea bomplandii Bailon como Espinheira Santa no município de Rio de Janeiro- RJ. Rev Bras Farma. 2004; 14(1): 51-53. [CrossRef].
Caldas DKD, Matos WR. Identificação das Espécies Comercializadas como “Espinheira-Santa” em Comércios Populares do Grande Rio e Baixada Fluminense – RJ, Brasil. Uniciên. 2019; 23(1): 57-59. [Link].
Página da publicação
Publicado por (Instituto)