Entre as diretrizes da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos – PNPMF encontram-se a formação técnico-científica e a educação permanente dos agentes comunitários de saúde. Os profissionais que atuam em comunidades rurais, detentoras de conhecimentos tradicionais, tendem a utilizar essas práticas alternativas mais intensamente. O objetivo desse artigo foi comparar os conhecimentos, conhecer as indicações e utilizações das plantas medicinais por agentes de saúde de zonas rurais e urbanas da cidade de Petrolina, Pernambuco. Trata-se de um estudo transversal e descritivo, no qual participaram 84 agentes de saúde de zonas rurais e urbanas do município. Foram realizadas entrevistas individuais com utilização de um questionário semiestruturado. Os resultados mostraram que os agentes atuantes em áreas rurais indicavam e usavam as plantas medicinais com mais frequência. As plantas medicinais mais citadas pelos participantes foram Lippia alba (Mill.) N.E.Br. Ex Britton & P. Wilson (erva cidreira); Cymbopogon citratus (D.C.) Stapf (capim santo), Matricaria chamomilla (L.) Rauschert (camomila) e Plectranthus barbatus Andrews (falso-boldo). Conclui-se que apesar da utilização frequente das plantas medicinais, os profissionais pesquisados necessitavam de capacitação em fitoterapia para o uso racional e seguro e como forma alternativa de tratamento.
Comparação dos conhecimentos entre agentes comunitários de saúde de zonas rurais e urbanas sobre o tratamento com plantas medicinais
Revista Fitos
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10.32712/2446-4775.2021.1057
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