Revista Fitos
O óleo de andiroba, produto não madeireiro de grande potencial econômico, extraído nos interiores do Amazonas das sementes de Carapa procera D.C. e Carapa guianensis Aubl. pelos métodos tradicionais ou ainda por prensa. No mercado regional o óleo e seus subprodutos são comercializados em farmácias, lojas de cosméticos e mercados municipais. Além disso, apresenta uma crescente demanda de exportação pelas indústrias de cosméticos e fitoterapicos. O estudo teve como objetivo levantar os procedimentos para exportação do óleo de andiroba no Estado do Amazonas por meio de um levantamento dos documentos necessários aos órgãos competentes. A exportação do óleo pode ser realizada por pessoas físicas ou jurídicas desde que apresente ao IBAMA cadastro técnico de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos naturais, registro de exportador e autorização de transporte de produtos florestais; à Receita Federal a fatura do produto e o "Bill of Loading"; ao Sistema de Comércio Exterior um registro de exportador e declaração despacho de exportação e ao Ministério da Agricultura o certificado fitossanitário do óleo. O procedimento de exportação para os pequenos produtores, associações e cooperativas no interior do Amazonas, possivelmente, seja dificultado devido à falta de informações sobre os tramites nos órgãos competentes e ainda por uma infra-estrutura inadequada nos municípios.
DOI
10.32712/2446-4775.2006.51
Referências do artigo
ANDERSON, A.; ALEGRETTY, M; ALMEIDA,M.; SCHWARTZMAN, S.;MENEZES, M.; MATTOSO, R.; FLEISCHFRESSER, V.; FELIPPE, D.; EDUARDO, M; WAEZYNIAK, V. O destino da floresta: reservas extrativistas e desenvolvimento sustentável na Amazônia. Rio de Janeiro: Relume-Dumará. 276p, 1994.
ANDRADE, A. A. L. G de. Artesãos da floresta. População tradicional e inovação tecnológica: O caso do “Couro vegetal” na reserva extrativista do alto Juruá, Acre. Dissertação (Mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, 2003.
BENCHIMOL, S. Comércio exterior da Amazônia brasileira. Manaus: Ed. Valer. 208p, 2000.
CLAY, J.W; SAMPAIO, P.T.B & CLEMENT, C.R. Biodiversidade amazônica: exemplos e estratégias de utilização. 1 ed. Manaus: Programa de Desenvolvimento Empresarial e Tecnológico, SEBRAE, 409p, 2000.
DA SILVA, M.A.R. Biodiversidade Amazônica – As possibilidades da andiroba. Disponível em: www.Bioflorestal.com.br/andiroba.htm. Acesso em: 15 de Abril de 2004.
FERRAZ, I.D.K; CAMARGO, J.L.C & SAMPAIO, P de T.B. Sementes e plântulas de andiroba (Carapa guianensis Aubl. e Carapa procera D.C.): Aspectos botânicos, ecológicos e tecnológicos. Acta Amazônica 32 (4): 647-661, 2002.
FILOCREÃO, A.S.M. Extrativismo e Capitalismo na Amazônia: a manutenção, o funcionamento e a reprodução da economia extrativista do sul do Amapá. Macapá: Secretaria de Estado e Meio Ambiente, 170p, 2002.
GONÇALVES, V.A. Levantamento de mercado de produtos florestais não-madeireiros. Santarém: ProManejo, IBAMA, 65p, 2001.
MENDONÇA, A.P. Potencialidades e produção do óleo de andiroba (Carapa procera D.C.e Carapa guianensis Aubl.) no Estado do Amazonas. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Estudos Sociais, Universidade Federal do Amazonas. 208p, 2004.
REIS, A. O seringal e o seringueiro. In: Documentário da vida rural. N.o 5. Ministério da Agricultura/Serviço de informação Agrícola, 1953.
REVILLA, J. Plantas da Amazônia: oportunidades econômicas e sustentáveis. 1 ed. Manaus: Programa de Desenvolvimento Empresarial e Tecnológico. 405p, 2001.
RUIZ-PEREZ, M. A conceptual framework for CIFOR’s research on non-wood forest products. Working paper no 6, Jan. Jakarta, Indonésia, 1995.
Publicado por (Instituto)