O sexismo e o racismo caminham juntos na produção e reprodução de desigualdades, e as relações sociais de opressão, discriminação e exploração alimentam a manutenção de privilégios de uma camada dominante no Brasil, em detrimento da garantia dos direitos de todas as pessoas. Apresentamos um breve histórico sobre o contexto da Fundação Oswaldo Cruz, a qual atua buscando, de forma coletiva e sistemática, contribuir para a construção de uma nova cultura institucional que altere comportamentos, rompendo com práticas naturalizadas de manutenção do status quo. Trazemos um pouco da experiência e trajetória de luta contra todas as formas de discriminação no âmbito da Fundação, e da luta contra o racismo institucional. Concluímos afirmando que a trajetória de luta por equidade na Fundação mostra avanços como: a instituição dos Comitês Pró-Equidade de Gênero e Raça e o de Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência; a organização de coletivos similares em unidades e escritórios; a criação da Política de Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência (2019), da Política de Equidade Étnico-Racial e de Gênero (2023); a criação da Coordenação de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (2023); a ampliação das políticas de ação afirmativa e das atividades de formação permanente.
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