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As contribuições das parcerias para o desenvolvimento produtivo no portfólio e na inovação da capacidade tecnológica de um Laboratório Farmacêutico Oficial no Brasil

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Introdução: As Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) constituem um importante instrumento da política pública brasileira para fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), ampliar a capacidade tecnológica dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais (LFO) e reduzir a dependência de medicamentos importados para o Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Analisar as contribuições das PDP para o fortalecimento institucional, a inovação tecnológica e a evolução do portfólio de medicamentos de Farmanguinhos entre 2012 e 2023. Método: Estudo descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa e quantitativa, baseado em análise documental e dados secundários provenientes de relatórios de gestão de Farmanguinhos, documentos do Ministério da Saúde, da Anvisa, bases científicas e registros oficiais. Foram identificadas as PDP com Fase III concluída, analisadas as inovações tecnológicas decorrentes da transferência de tecnologia e comparada a evolução do portfólio de medicamentos entre 2012 e 2023. Resultados: Das 24 PDP aprovadas para Farmanguinhos, oito concluíram a Fase III até dezembro de 2023. As parcerias promoveram predominantemente inovações incrementais, incluindo modernização de equipamentos, aprimoramento de processos produtivos, fortalecimento das capacidades técnico-regulatórias e ampliação da eficiência operacional. O portfólio evoluiu de 17 para 37 medicamentos, com incorporação de produtos de maior complexidade terapêutica, diversificação das classes farmacológicas e maior atendimento às demandas estratégicas do SUS. Conclusões: As PDP contribuíram para ampliar a capacidade tecnológica e produtiva de Farmanguinhos, fortalecer a inovação incremental e diversificar seu portfólio de medicamentos. Os resultados evidenciam a relevância dessas parcerias como instrumento de política pública para promover autonomia tecnológica, fortalecer o CEIS e ampliar a sustentabilidade do SUS.
DOI
10.22239/2317-269X.02503
Referências do artigo
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