Cadernos de Saúde Pública (CSP)
O objetivo deste estudo foi descrever e analisar a tendência das taxas de equipes de saúde bucal da Estratégia Saúde da Família (ESF) no período de 2001 a 2021. É um estudo ecológico em nível municipal com os 5560 municípios existentes no ano de 2002. A fonte de dados foi do portal governamental e-Gestor Atenção Básica que permite acesso a vários Sistemas de Informação em Saúde. A variável dependente foi a taxa de equipes de saúde bucal por 100 mil habitantes/ano. As variáveis independentes foram: taxa de equipes de saúde da família, macrorregião brasileira, porte populacional, PIB per capita e a implantação da Política Nacional de Saúde Bucal, em 2004, e da Emenda Constitucional nº 95, em 2016. Utilizou-se modelo de regressão linear generalizado com o método Prais-Winsten. Verificou-se um crescimento constante de equipes ao longo do período, porém, com gradual desaceleração. A taxa passou de 1,9 em 2001 para 29 equipes de saúde bucal por 100 mil habitantes em 2021, um crescimento total de 27,1%. Após 2004, houve um acréscimo de 1,8 equipe por 100 mil habitantes (IC95%: 1,7; 2,0). Após 2016, ocorreu redução média de 0,5 (IC95%: -0,6; -0,3) em relação ao crescimento anual. Municípios com menor porte populacional, menor PIB per capita e localizados na Região Nordeste tiveram taxas de aumento acima da tendência média (32,9, 16,2 e 33,6, respectivamente). Observa-se que as equipes de saúde bucal da ESF têm se expandido em regiões com maior necessidade social de serviços. Mais estudos são necessários a fim de investigar outros fatores que influem sobre a variação na série histórica da saúde bucal na saúde da família.
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10.1590/0102-311XPT169424
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