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Segurança medicamentosa: avanços e desafios rumo à excelência nos hospitais brasileiros

Cadernos de Saúde Pública (CSP)
Este trabalho analisou a evolução das práticas de segurança medicamentosa no Brasil, no período de 2016 a 2023. Estudo retrospectivo documental, a partir dos relatórios da Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente. Os dados foram coletados a partir dos gráficos de Pareto nacionais e analisados à luz da Teoria de Pareto, a qual evidencia os elementos mais vitais, responsáveis por 80% dos problemas. Constatou-se que 68% dos hospitais brasileiros com leitos de UTI aderiram à avaliação das práticas de segurança do paciente até 2023. Entre 21 indicadores, em média, 12 práticas vitais foram identificadas como fontes de não conformidades. O grau de conformidade foi maior no domínio estrutura em comparação a processo. A segurança medicamentosa esteve entre as fontes mais críticas de não conformidades. Entre 2016 e 2019, obteve melhora progressiva com redução de não conformidades de 9% para 5,82%. Contudo, a partir de 2020, tendeu à estagnação, com percentual de não conformidades mantido em cerca de 6% até 2023. A interrupção do progresso pode ser atribuída à pandemia de COVID-19, que desviou esforços e recursos para o enfrentamento da crise sanitária. Os resultados permitem compreender, com base empírica, avanços e limitações na adesão às práticas de segurança medicamentosa nos hospitais brasileiros, o que contribui para fortalecer o conhecimento sobre a maturidade atual da cultura de segurança no Brasil e subsidia a elaboração de estratégias de gestão eficazes para o SUS e para a segurança medicamentosa.
DOI
10.1590/0102-311XPT120325
Identificação
Publicado por (Instituto)