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A saúde das pessoas LGBTI+ no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

Trabalho, Educação e Saúde (TES)
Este artigo apresenta as necessidades de saúde das pessoas LGBTI+ do campo e as principais barreiras de acesso aos diferentes serviços da rede pública de atenção em saúde. Parte do reconhecimento da invisibilidade e vulnerabilidades enfrentadas por estas pessoas, marcada por interseccionalidades (ser sujeito do campo, raça e identidade de gênero), alinhando-se à Política Nacional de Saúde Integral LGBTI+. Foi aplicado um questionário diagnóstico via formulário on-line com questões sobre o acesso a direitos sociais, as violências LGBTIfóbicas sofridas e a atuação no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Participaram 171 pessoas, majoritariamente jovens e negras (77%), com diversidade em orientação sexual (37% gays, 34% bissexuais, 21% lésbicas) e identidade de gênero (incluindo pessoas trans e não binárias), abrangendo 159 territórios de reforma agrária em 21 estados. Resultados evidenciam barreiras no acesso à saúde, como heteronormatividade dos serviços, violências institucionais e impacto de políticas conservadoras. Destaca-se a necessidade de formação profissional antiLGBTIfóbica, efetivação da Política Nacional LGBTI+ e articulação com movimentos sociais. O Coletivo LGBTI+/MST realiza ações contra a LGBTIfobia e parcerias com instituições públicas, reforçando a luta por um Sistema Único de Saúde universal e equitativo. Superar esses desafios exige mobilização coletiva e abordagem interseccional nas políticas públicas. Imagem: Giu Mafort/Site ESPJV
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