Trabalho, Educação e Saúde (TES)
Desde 1986, a Fundação Oswaldo Cruz desenvolve no Rio de Janeiro um programa pioneiro no Brasil no campo da iniciação científica para o ensino médio. Seu propósito é despertar e fomentar vocações para pesquisa, bem como contribuir para a formação cidadã dos jovens. Em 2022, essa iniciativa chegou à unidade da Fundação em Brasília em um contexto de experiências institucionais exitosas já consolidadas na educação básica, mas também de desafios. O objetivo deste artigo foi analisar os primeiros anos do Programa de Vocação Científica no Distrito Federal, que contou com participação ativa dos estudantes da primeira turma. Com base nos fundamentos da pesquisa-ação, propôs-se uma avaliação por meio de análise documental, questionário on-line e entrevistas semiestruturadas com os diferentes atores sociais envolvidos no programa. Os jovens participantes adquiriram aprendizados e experiências de vida significativos, fortaleceram seu senso crítico e desenvolveram habilidades de comunicação. Contudo, lacunas no planejamento, problemas na gestão do tempo, pouca articulação entre os orientadores e falta de integração com as escolas também foram aspectos identificados. Após discussão dos pontos fortes e das fragilidades do programa, formulam-se recomendações para seu aperfeiçoamento.
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