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Probabilidade de morte prematura por doenças crônicas não transmissíveis: desafios para o alcance das metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável no Brasil e Unidades Federadas

Cadernos de Saúde Pública (CSP)

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são a principal causa de morbimortalidade no Brasil. O estudo visa verificar se a meta de redução das DCNT dos ODS até 2030 será alcançada por meio da análise das tendências da probabilidade incondicional de morte prematura entre 1990 e 2021 no Brasil e nas 27 Unidades Federadas. Realizou-se Estudo de série temporal sobre a probabilidade de morte prematura (30 a 69 anos) por DCNT (doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças respiratórias crônicas e diabetes mellitus), com base nos dados do GBD 2021. Foram utilizados modelos de regressão por pontos de inflexão (joinpoint) para estimar tendências, além de projeções até 2030 por meio do modelo de Holt. As desigualdades regionais foram avaliadas com base nos quintis do SDI. A probabilidade de morte prematura por DCNT reduziu de 0,233 (1990) para 0,152 (2021) (AAPC = -1,3%; p < 0,001), com declínio em todos os quintis do SDI. A mortalidade foi consistentemente maior entre os homens. As projeções indicam que a meta de redução de 1/3 até 2030 provavelmente não será alcançada, especialmente nos quintis de menor SDI, com variações segundo o sexo. Apesar da tendência de queda, persistem desigualdades regionais e sociais. Melhorias no acesso à saúde e em políticas públicas contribuíram para o declínio observado, mas desafios permanecem, como o enfraquecimento das políticas de controle de fatores de risco, a influência dos determinantes comerciais da saúde e os efeitos da pandemia de COVID-19.

DOI
10.1590/
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