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O uso inconsistente de preservativo com parceiros regulares e casuais entre homens que fazem sexo com homens no Brasil: um estudo do tipo respondent-driven sampling

Cadernos de Saúde Pública (CSP)
O objetivo foi mensurar os fatores associados ao uso inconsistente de preservativo com parceiros regulares e casuais entre homens que fazem sexo com homens (HSH) no Brasil. Foi realizado um estudo transversal, com HSH adultos, recrutados por meio da técnica respondent-driven sampling, em 12 capitais brasileiras, em 2016. O uso inconsistente de preservativo foi mensurado por meio das relações sexuais anais insertivas e receptivas ocorridas nos últimos seis meses e na última relação sexual. A associação entre as variáveis independentes e o uso inconsistente de preservativo foi mensurada usando-se a regressão de Poisson com variância robusta, com estimação de razões de prevalência ajustadas e intervalos de 95% de confiança. Foram analisados dados de 1.782 HSH. Quase 75% deles fizeram uso inconsistente de preservativo (46,2% com parceiros regulares e casuais, 23,1% apenas com parceiros regulares e 8,8% apenas com parceiros casuais). Em todas as análises, a prevalência de uso inconsistente de preservativo foi maior entre HSH mais jovens (< 25 anos), entre os que afirmaram aceitar fazer sexo sem usar preservativo quando confiavam no parceiro sexual e os que não fizeram uso de preservativo na primeira relação sexual. Ações em saúde para a promoção do uso de preservativo entre HSH devem considerar aspectos geracionais e comportamentais. O uso de preservativo deve ser incentivado entre HSH mais jovens e em relações em que existe confiança entre os parceiros, pois essas relações também carregam risco de infecção. Ainda, o uso de preservativo precisa ser promovido em conjunto com outras estratégias, promovendo a prevenção combinada ao HIV.
DOI
10.1590/0102-311XPT113825
Identificação
Publicado por (Instituto)