Pular para o conteúdo principal

Validação farmacológica do uso da Ageratum conyzoides L. descrito nos tratados entre os séculos XVII ao século XX

Revista Fitos
Ageratum conyzoides L. (Asteraceae), espécie popularmente conhecida como mentrasto ou erva-de-São-João, tem registros de uso medicinal em toda a América tropical. No Brasil, há relatos de aplicação para problemas digestivos, inflamações, reumatismo e como antidiarreico, entre outras indicações. No acervo da Casa Granado, constam menções ao uso tradicional do chá da planta inteira como tônico (antianêmico), diurético, carminativo, antidiarreico, anti-inflamatório para reumatismo e no auxílio em inflamações de bexiga (catarro vesical). O uso tópico (compressas ou banhos) é citado contra reumatismo e inflamações. Pesquisas pré-clínicas corroboram as atividades antioxidante, antimicrobiana, anti-inflamatória, analgésica, antiespasmódica e gastroprotetora, e indicam relativa segurança em doses moderadas no curto prazo. Dentre os constituintes químicos, destacam-se esteroides, terpenoides e flavonoides, particularmente polimetoxiflavonas. Entretanto, a presença de alcaloides pirrolizidínicos e os estudos de toxicidade em animais sugerem a necessidade de cautela no uso prolongado ou em altas doses. Há lacunas quanto a ensaios clínicos em humanos, de modo que o uso deve ser criterioso e supervisionado. O potencial fitoterápico da planta, aliado à ampla distribuição e fácil propagação, faz de Ageratum conyzoides um candidato interessante para investigações adicionais de segurança e eficácia clínica.
DOI
10.32712/2446-4775.2026.1864
Referências do artigo
1. Erida G. Herbicidal effects of n-hexane, ethyl acetate and methanol extracts of billygoat weed (Ageratum conyzoides L.) leaves on Amaranthus spinosus L. growth. Allelopathy J. 2021; 54(2). [https://doi.org/10.26651/allelo.j/2021-54-2-1359]. 2. Oliveira PJM, Gilbert B. Reconhecimento das plantas medicinais de uso tradicional no Brasil: a relevância e o pioneirismo da Casa Granado. Rev Fitos. 2015; 9(4): 293–6. 3. Yadav N, Ganie SA, Singh B, Chhillar AK, Yadav SS. Phytochemical constituents and ethnopharmacological properties of Ageratum conyzoides L. Phytother Res. 2019; 33(9): 2190–213. [https://doi.org/10.1002/ptr.6405]. 4. Tang W, et al. Anti-inflammatory effect and underlying mechanism of ethanol extracts of Ageratum conyzoides L. in Guangxi. Chin Pharm. 2014; (12): 185–8. 5. Vikasari SN, Sukandar EY, Suciati T, Adnyana IK. Anti-inflammation and antioxidant effect of ethanolic extract of Ageratum conyzoides leaves. IOP Conf Ser Earth Environ Sci. 2022; 1104(1). [https://doi.org/10.1088/1755-1315/1104/1/012024]. 6. Shirwaikar A, Bhilegaonkar PM, Malini S, Sharath Kumar J. The gastroprotective activity of the ethanol extract of Ageratum conyzoides. J Ethnopharmacol. 2003; 86(1): 117–21. [https://doi.org/10.1016/s0378-8741(03)00050-3]. 7. Silva MJME, Capaz FR, Vale MR. Effects of the water-soluble fraction from leaves of Ageratum conyzoides on smooth muscle. Phytother Res. 2000; 14(2): 148–51. [https://doi.org/10.1002/(sici)1099-1573(200003)14:2%3C130::aid-ptr594%3E3.0.co;2-4] [https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10685113/]. 8. Subah S, Bogoda N, Glávits R, Venkatesh R, Murbach TS, Kolep-Csete K. Prenatal developmental toxicity study of an alkaloid-free Ageratum conyzoides extract powder in rats by oral administration. Regul Toxicol Pharmacol. 2020 Nov; 117: 104748. [https://doi.org/10.1016/j.yrtph.2020.104748]. 9. Diallo A, Gbeassor M, Vovor A, Eklu-Gadegbeku K, Aklikokou K, Agbonon A, et al. In vivo and in vitro toxicological evaluation of the hydroalcoholic leaf extract of Ageratum conyzoides L. (Asteraceae). J Ethnopharmacol. 2014; 155(2): 1214–8. [https://doi.org/10.1016/j.jep.2014.07.005].
Publicado por (Instituto)