Após duas décadas observando a repetição regular e pouco efetiva de treinamentos que visam a padronização de procedimentos de higiene destinados aos trabalhadores de serviços de alimentação para coletividades, os autores refletem neste ensaio sobre esse fenômeno apoiado nas ciências sociais e, de modo mais predominante, na sociologia de Pierre Bourdieu. Apontam para a incorporação acrítica de pontos de vistas não científicos produzidos no interior do Estado brasileiro; a repetição de práticas que reproduzem a naturalização da brutal desigualdade social do Brasil que transforma vítimas em culpados; e sugerem uma redefinição no conceito usualmente adotado para os serviços de alimentação coletiva, de modo a incorporar a complexidade que envolve o processo de produção de refeições.
Redefinindo para melhor refletir: um ensaio sobre as limitações das estratégias de padronização das práticas de higiene em serviços de alimentação para coletividades no Brasil
Raca - Revista de Alimentação e Cultura das Américas
DOI
10.35953/raca.v1i1.5
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