Nos processos de regulação das relações entre a sociedade, os sistemas socioculturais, natureza e o meio ambiente, a gestão de recursos naturais surge como sendo um elemento essencial. Nesta esteira, a perda da diversidade biológica torna-se então um problema crítico para a existência humana, devido ao fato que a extinção de espécies é irreversível representando a perda de um genoma que é único. Estudos para conhecimento das espécies nativas com potencial terapêutico ganham grande relevância. Nesta abordagem encontram-se as pesquisas com extratos e óleos essenciais de espécies nativas. Conhecer a composição química e possíveis atividades biológicas, relacionadas com os extratos e constituintes voláteis advindos de recursos naturais nativos, amplia a possibilidade de criação de protocolos de uso sustentável da biodiversidade. Neste artigo abordou-se a constituição da REBIFLORA – Rede de Bioprospecção e Inovação na Floresta Atlântica, sua atuação nos estados do Paraná e Santa Catarina, visando contribuir para o entendimento acerca da composição química e a atividade biológica, relacionadas às espécies nativas e potencialidade de agregar valor aos produtos da biodiversidade.
Bioprospecção e Inovação na Floresta Atlântica: a atuação da REBIFLORA no Litoral do Paraná e Santa Catarina
Revista Fitos
DOI
10.32712/2446-4775.2022.1241
Palavras-chave
Edição
Identificação
Referências do artigo
Ferro AFP, Bonacelli MBM, Assad ALD. Oportunidades tecnológicas e estratégias concorrenciais de gestão ambiental: o uso sustentável da biodiversidade brasileira. Gest Prod. 2006; 13(3): 489-501. ISSN 1806-9649. [CrossRef].
Cavalcanti C, Furtado A, Stahel A, Ribeiro A, Mendes A, Sekiguchi C et al. Desenvolvimento e Natureza: estudos para uma sociedade sustentável. 4a ed. Cortez: Fundação Joaquim Nabuco; 2003. ISBN 85-249-0572-7. Disponível em: [Link]. Acesso em: 16 ago. 2021.
Bernardes JA, Ferreira FPM. Sociedade e Natureza. In: Cunha SB, Guerra AJT, editores. A questão ambiental: diferentes abordagens. 2ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. p. 248. ISBN 9788528609929.
Silva LE, Albuquerque UP, Amaral W. Uso sustentável da biodiversidade e conservação de recursos naturais. Rev Guaju. 2017; 3(1): 2-10. ISSN 2447-4096. [CrossRef].
Joly CA, Haddad CFB, Verdade LM, De Oliveira MC, Bolzani VS, Berlink RGS. Diagnóstico da pesquisa em biodiversidade no Brasil. Rev USP. 2011; 89: 114-133. ISSN 2316-9036. [CrossRef].
Stehmann JR, Sobral M. Biodiversidade no Brasil. In: Simões CM, Schenkel EP, Mentz LA, Petrovick PR, editores. Farmacognosia do Produto Natural ao Medicamento. 1a ed. Porto Alegre: Artmed; 2017. p. 1-11.
Silva LE, Amaral W, Moura EA, Rebelo RA. Bioprospecção no litoral do Paraná: caminhos possíveis para o desenvolvimento territorial sustentável. In: Reis RA, Abrahão CMS, Tiepolo LM, Chemin M, editores. Litoral do Paraná: território e perspectivas. Sociedade, Ambiente e Gestão. 1a ed. Curitiba: Brazil Publishing; 2016. p. 229-248. ISBN 978-85-68419-11-3. Disponível em: [Link]. Acesso em: 16 ago. 2021
Silva LE, Confortin C, Alberton MD, Siebert da, Paganelli CJ. Enzyme Inhibitory Potentials from Brazilian Flora. In: Swamy MK, editor. Plant-derived Bioactives. 1ª ed. Cingapura: Springer Nature Singapore; 2020. p. 383-393. [CrossRef].
Varjabedian R. Lei da Mata Atlântica: Retrocesso Ambiental. Est Av. 2010; 24(68): 147-160. ISSN 0103-4014. [CrossRef].
Lino CF, Simões LL. Sustentável Mata Atlântica - A Exploração de seus Recursos Florestais. 1ª ed. São Paulo: E. Senac; 2004. p.215. ISBN 9788573592443.
Fundação SOS Mata Atlântica (SOS Mata Atlântica). Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica: Período 2013-2014. São Paulo: Fundação SOS Mata Atlântica, 2015, p. 60. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 jul. 2021.
Myers N, Mittermeier RA, Mittermeier CG, Fonseca GAB, Kent J. Biodiversity Hotspots for Conservation Priorities. Nature. 2000; 403: 853-858. ISSN 1476-4687. [CrossRef] [PubMed]
Dean W. A Ferro e Fogo: a História e a Devastação da Mata Atlântica Brasileira. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras; 1996. ISBN: 9788571645905.
Brasil. Medida Provisória Nº 2.186-16, de 23 de agosto de 2001. Revogada pela Lei nº 13.123, de 2015, quedispõe sobre o acesso ao patrimônio genético, a proteção e o acesso ao conhecimento tradicional associado, a repartição de benefícios e o acesso à tecnologia e transferência de tecnologia para sua conservação e utilização, e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília, 24 ago. 2001; Seção 1, p. 11. Disponível em: [Link]. Acesso em: 04 jul. 2021.
Mamede JSDS. Os Recursos Vegetais e o Saber Local na Comunidade Rural São Miguel em Várzea Grande, MT: uma Abordagem Etnobotânica. Cuiabá, 2015. Monografia de Especialização [Pós-graduação em Ciências Florestais e Ambientais] - Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, Cuiabá. 2015. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 jul. 2021.
Pereira AM. Condicionantes Institucionais para Bioprospecção no Brasil. Campinas, 2009. Dissertação de Mestrado [Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Econômico] - Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, Campinas. 2009. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 jul. 2021.
Simões CMO, Shenkel EP, Gosmann G, Mello JCP, Mentz LA, Petrovick PR, editores. Farmacognosia da planta ao medicamento. 5ª ed. Porto Alegre/Florianópolis: E. UFRGS/E. UFSC, 2003. ISBN: 8570256825.
da Silva LE,Confortin C, Swamy MK. Antibacterial and Antifungal Plant Metabolites from the Tropical Medicinal Plants. In: Pal D, Nayak AK, editors. Bioactive Natural Products for Pharmaceutical Applications. Advanced Structured Materials. 1ª ed. New York: Springer International Publishing, 2021; 263-285. [CrossRef].
Araujo JP, da Silva LE, Amaral W, Machado M. Formas tradicionais de uso, manejo e percepção dos recursos vegetais no litoral do Paraná: etnoconservação florestal da Mata Atlântica. Braz J Develop. 2018. 4(3): 886-915. ISSN: 2525-8761. [Link].
Araújo JP, da Silva LE, Amaral W. Recursos Naturais no Litoral do Paraná: Subsídios para Conservação da Floresta Atlântica. In: Prandel JA, editor. Biodiversidade Brasileira Aspectos do Estado Atual. 1ª ed. Ponta Grossa: E. Atena, 2019; 66-78. ISBN 978-85-7247-541-9. [CrossRef].
Página da publicação
Publicado por (Instituto)