Os maus hábitos alimentares vêm desencadeando aumento progressivo de indivíduos com doenças crônicas não transmissíveis, alergias e intolerâncias alimentares, entre estas a doença celíaca. O estudo teve por objetivo desenvolver uma coxinha de mandioca sem glúten, acrescida com ora-pro-nóbis, agregando valor nutricional ao alimento, e possibilitando uma nova alternativa para o público de celíacos e às agroindústrias familiares. Para atestar a aceitação do produto, composição nutricional e qualidade foram realizadas as análises sensoriais, bromatológicas e microbiológicas. Para análise sensorial elaborou-se as coxinhas na forma frita e assada, sendo que a frita obteve aceitação e intenção de compra superior. As análises bromatológicas da coxinha frita demonstraram teor de gordura e proteínas inferior à convencional, e as análises microbiológicas mostraram-se adequadas à legislação vigente. Conclui-se que a coxinha de mandioca acrescida com ora-pro-nóbis é um potencial produto para a agroindústria familiar e para o público de celíacos.
Desenvolvimento de coxinha de mandioca sem glúten com ora-pro-nóbis: alternativa aos celíacos e à agroindústria familiar
Revista Fitos
DOI
10.32712/2446-4775.2021.991
Palavras-chave
Edição
Identificação
Referências do artigo
Diez Garcia RW. Reflexos da globalização na cultura alimentar: considerações sobre as mudanças na alimentação urbana. Rev Nutr. 2003; 16(4): 483-92. ISSN 1678-9865. [CrossRef].
Neumann AI, Martins IS, Marcopito LF, Araujo EA. Padrões alimentares associados a fatores de risco para doenças cardiovasculares entre residentes de um município brasileiro. Rev Panam Salud Publ. 2007; 20: 329-339. [Link].
Peña AS, Rodrigo L. Enfermedad celíaca y sensibilidad al gluten no celíaca. Omnia Science: Espanha, 2013. ISBN: 978-84-940234-3-9. [CrossRef] [Link].
Ferreia SMR, Luparelli PC, Schieferdecker MEM, Vilela RM. Cokies sem glúten a partir da farinha de sorgo. Arch Lat Americ Nutr. 2009; 59(4): 433-440. [Link].
Pereira HL. Aceitabilidade e composição centesimal de bolo de chocolate isento de glúten e lactose fortificado com farinha de sementes de melão. 49f. 2014. Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação [em Nutrição] Universidade Federal do Maranhão. São Luiz. 2014. [Link].
Orsolin J. Gestão da comercialização na agroindústria rural familiar. Rev adm. 2006; 5(8): 15-37. [Link].
Pies M. Desafios à Agricultura Familiar na construção de um Desenvolvimento Sustentável. In: Conti IL, Pies M, Cecconello R (org). Agricultura Familiar: Caminhos e transições. Passo Fundo: IFIBE; 2006.
Food and Agriculture Organization of the United Nations. International Scientific Symposium. Biodiversity and sustainable diets – united against hunger. Rome, Italy: FAO headquarters, 2010. Disponível em: [Link]. Acesso em: 29 Mar. 2020.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde. 2014. 156 p. Disponível em: [Link]. Acesso em: 30 Mar. 2020.
Gonçalves V. Como montar uma fábrica de coxinha. Novo negócio startup. Disponível em: [Link]. Acesso em: 12 Mar. 2019.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Alimentos regionais brasileiros. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 484 p. Disponível em: [Link]. Acesso em: 19 Jun. 2019.
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Mandioca em números. Disponível em: [Link] Acesso em: 29 Jun. 2019.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Censo Agropecuário. 2006. Disponível em: [Link] Acesso em: 12 Mar. 2019.
Kinupp VF. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionista e receitas ilustradas. 1ª ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum; 2014; 768p.
Lutz A. Métodos físicos químicos para análise de alimentos [internet]. 4ª ed. São Paulo: Ial; 2008. 1020 p. Disponível em: [Link]. Acesso em: 30 mar. 2020
Association Of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis. 18th ed. Washington: Aoac. 2007; 3000 p.
Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos – TACO / NEPA. 4ª ed. rev. ampl.. Campinas: Universidade Estadual de Campinas. Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação - UNICAMP/NEPA, 2011. 161p. Disponível em: [Link]. Acesso em: 20 Mai. 2019.
Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução nº 12, de 02 de janeiro de 2001. Dispões sobre o Padrão Microbiológico para Alimentos Diário Oficial [da República Federativa do Brasil]. Brasília, 12 fev. 2001; Seção 1. [Link].
Teixeira LV. Análise sensorial de alimentos. Rev Inst Latic Cân Tostes. 2009; 64(366): 12-21. [Link].
Cunha MA, Reineri D, Loos ED. Cookies formulados com biomassa fermentada de uva-do-japão: uma nova proposta de aproveitamento. Rev Bras Pesq Alim. 2015; 6(1): 26-36. [CrossRef] [Link].
Santos RD, Gagliardi ACM, Xavier HT, Magnoni CD, Cassani R, Lottenberg AMP et al. I Diretriz sobre o consumo de gorduras e saúde cardiovascular. Arq Bras Card. 2013; 100(1Supl. 3): 1-40. ISSN 0066-782X. [CrossRef].
Barcelos SC et al. Desenvolvimento, caracterização e avaliação sensorial de salgadinho de frango sem glúten. Con Ciên Tecn. 2017; 11(6): 65-74. [CrossRef].
Hirdes LS. “Eu faço carne vegetal, mas não sou açougueiro”: uma etnografia sobre produção e circulação de alimentos associados ao estilo de vida vegano. 106 f. Pelotas, 2018. Dissertação de Mestrado [Programa de Pós-Graduação em Antropologia] Instituto de Ciências Humanas, Universidade Federal de Pelotas. Pelotas. 2018. [Link].
Página da publicação
Publicado por (Instituto)