A desigualdade social no Brasil se iniciou com o processo de colonização e domínios das terras, que mantém a elite brasileira no domínio territorial e político, por meio de dois mecanismos; latifúndio e trabalho escravo, fazendo uma economia voltada aos interesses econômicos, tornando a terra uma mercadoria. O objetivo desta pesquisa consiste em compreender o contexto histórico de formação, planejamento, desenvolvimento e inserção da agroecologia no assentamento Terra Vista, bem como sua importância para a sustentabilidade da economia, das relações sociais, culturais, políticas e ambientais. O trabalho se desenvolveu a partir da percepção da posse, manejo da terra e potencialização das relações humanitárias, com a aplicação do DRP (Diagnóstico Rural Participativo). O processo de luta iniciou-se no ano de 1992 e a conquista em 1994, ano em que os acampados sofreram cinco despejos truculentos, porém puderam desenvolver suas atividades agrícolas. Em 2002, foi proibida a utilização de agrotóxicos, queimadas, desmatamento dentre outros e, ainda, se faz o uso das queimadas controladas, pois as gramíneas densas complicam o preparo inicial do solo. A conquista e a transição agroecológica proporcionaram a recuperação da biodiversidade e as bases de fundamentação das duas escolas, que ainda foram utilizadas na capacitação e formação dos assentados no período de transição.
Luta pela terra e inserção da Agroecologia no assentamento Terra Vista-BA
Revista Fitos
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10.17648/2446-4775.2019.773
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Verdejo ME. Diagnóstico rural participativo: guia prático DRP. 3ª ed. Revisão e adequação de Cotrim D, Ramos L. Brasília: MDA / Secretaria da Agricultura Familiar, 2010, 65 p. ISBN 978-85-60548-71 – 2.
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