Cadernos de Saúde Pública (CSP)
Este estudo analisou as propriedades psicométricas – aceitabilidade, confiabilidade e estrutura fatorial – da versão brasileira da Escala de Precariedade no Emprego (EPRES-Br), aplicada em duas amostras de trabalhadores brasileiros: trabalhadores com agravos de notificação compulsória pelo Sistema Único de Saúde em Salvador e fisioterapeutas na Bahia. Ao todo, 638 indivíduos com vínculos formais e informais de trabalho responderam ao instrumento. A aceitabilidade, a consistência interna e a dimensionalidade da escala foram avaliadas por meio da estatística descritiva e analítica, incluindo análise fatorial com metodologia para variáveis categóricas, adequada a dados ordinais e baseada em correlações policóricas. A EPRES-Br apresentou alta aceitabilidade (acima de 90%) e consistência interna aceitável (alfa de Cronbach = 0,77 para trabalhadores de Salvador e 0,84 para fisioterapeutas). As dimensões Remuneração, Desempoderamento e Vulnerabilidade confirmaram o construto teórico, já Tempo de Permanência e Direitos carregaram no mesmo fator, e dois itens sobre folgas carregaram fora da dimensão teórica original (Exercício dos Direitos). Conclui-se que a EPRES-Br apresenta boas propriedades psicométricas para uso em estudos epidemiológicos no Brasil, embora sejam necessárias revisões de alguns itens, considerando o significado deles para o contexto do mundo do trabalho.
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10.1590/0102-311XPT206125
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