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Mais riscos psicossociais e menos qualidade de vida

Trabalho, Educação e Saúde (TES)
Este estudo tem por objetivo comparar homens e mulheres, docentes do ensino superior, em relação às demandas quantitativas, demandas emocionais, conflito trabalho-família, sintomas de burnout, sintomas de estresse e qualidade de vida. A amostra foi composta por 761 docentes de instituições públicas do ensino superior. Os dados foram obtidos por meio do Copenhagen Psychosocial Questionnaire II (COPSOQ II-Br) e WHOQOL-bref. Os grupos foram comparados por meio do teste de associação qui-quadrado e teste t usando o software Statistical Package for the Social Sciences (versão 26.0). Os resultados indicam que as docentes apresentam maior risco psicossocial para todos os aspectos avaliados quando comparadas aos homens. Como consequência, elas também referem mais sintomas de burnout e estresse, o que impacta em menores pontuações para a qualidade de vida, em especial nos domínios físico e psicológico. As docentes mulheres também referiram mais diagnósticos médicos e ingestão de medicamentos para dormir, enquanto os docentes homens referiram ingestão de álcool mais frequente e maior sobrepeso e obesidade. Os achados reforçam uma problemática persistente no contexto de trabalho: mesmo em ambiente em que há isonomia salarial, como é o caso das instituições públicas de ensino superior, a divisão sexual deixa marcas que podem explicar a maior sobrecarga psicossocial e pior qualidade de vida das docentes. Imagem: Freepik
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