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Fatores sociodemográficos e domínios da atividade física associados ao comportamento sedentário em idosos: evidências de um estudo de base populacional

Cadernos de Saúde Pública (CSP)
O comportamento sedentário é uma preocupação crescente de saúde pública devido à sua associação com doenças crônicas e o declínio funcional, especialmente em idosos. Este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de comportamento sedentário entre idosos residentes em São Paulo, Brasil, bem como analisar sua associação com características sociodemográficas e domínios de atividade física. Os dados foram coletados da Inquérito de Saúde do Município de São Paulo (ISA-Capital), com 1.010 indivíduos com idade ≥ 60 anos. O comportamento sedentário foi avaliado usando o Questionário Internacional de Atividade Física, considerando o tempo total sentado (lazer e não lazer) e categorizado como ≤ 4 ou > 4 horas/dia. As variáveis sociodemográficas e os domínios de atividade física foram examinados usando modelos de regressão de Poisson. No geral, 43,7% relataram comportamento sedentário de > 4 horas/dia. As análises multivariadas revelaram uma maior probabilidade de comportamento sedentário entre indivíduos com 80 anos ou mais, com um aumento variando de 41% a 58% quando comparados com aqueles com idade entre 60-69 anos. Os homens tiveram 23% mais chances a relatar comportamento sedentário do que as mulheres. Os participantes com quatro ou mais anos de escolaridade apresentaram uma probabilidade 29% a 64% maior quando comparados com aqueles com até três anos. Os participantes que se autoidentificaram como indígenas ou outros apresentaram uma probabilidade 38% a 41% maior quando comparados com os participantes brancos. Praticar menos de 150 minutos/semana de deslocamentos, atividades domésticas e atividades físicas totais foi associado a um aumento no comportamento sedentário, variando de 41% a 67%. Esses resultados destacam disparidades sociodemográficas e a influência de domínios específicos de atividade física no comportamento sedentário entre os idosos, reforçando a necessidade de intervenções direcionadas em saúde pública.
DOI
10.1590/0102-311XEN107925
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Publicado por (Instituto)