Cadernos de Saúde Pública (CSP)
Este estudo analisou desigualdades socioeconômicas em três cidades espanholas (Alicante, Castellón e Valencia) de acordo com o nível de privação das pequenas áreas urbanas, e avaliou seu impacto na mortalidade devido ao HIV e à aids, bem como sua evolução após a crise econômica de 2008. Um estudo ecológico foi realizado utilizando setores censitários como a unidade de análise. O índice de privação, baseado em indicadores de emprego, educação e habitação, foi calculado para cada setor censitário. As taxas de mortalidade foram calculadas por sexo, faixa etária, nível de privação e período (2000-2015), com a estimativa de riscos relativos. Entre 2000 e 2015, foram registradas 967 mortes relacionadas ao HIV/aids nas três cidades, com redução substancial de 600 mortes em 2000-2007 para 340 em 2008-2015, especialmente entre pessoas de 0 a 44 anos. A mortalidade permaneceu consistentemente maior entre os homens e em áreas com maior privação socioeconômica. Os resultados mostram que, apesar da queda geral na mortalidade, viver em áreas urbanas carentes continua sendo um fator determinante das mortes devido ao HIV/aids. Este estudo contribui com novas evidências sobre o impacto persistente das desigualdades sociais estruturais na mortalidade evitável em contextos urbanos, mesmo em um contexto de melhora epidemiológica geral.
DOI
10.1590/0102-311XEN141925
Autores
Palavras-chave
Identificação
Página da publicação
Publicado por (Instituto)