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Desigualdades regionais no Brasil e novas abordagens para medir o envelhecimento populacional

Cadernos de Saúde Pública (CSP)
Este artigo buscou medir e analisar o envelhecimento da população brasileira através de uma combinação de idade cronológica e características dos subgrupos populacionais de acordo com a região geográfica de residência e o sexo. Com esses indicadores, este estudo avança a aplicação do conceito de idade relativa com base em um indicador fisiológico relacionado ao processo de envelhecimento. Os dados analisados provêm do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros para 2015. As variáveis de interesse foram idade, sexo, região do Brasil (Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul), força de preensão manual e índice de massa corporal. Os resultados indicam que indivíduos nas regiões Norte e Nordeste apresentam envelhecimento funcional mais rápido de acordo com estimativas relativas de idade baseadas na força de preensão manual. Entre as mulheres nessas regiões, a diferença entre idade relativa e cronológica chega a até 9,3 anos. Os resultados destacam desigualdades regionais no envelhecimento e apoiam o uso da idade relativa como um indicador sintético para monitoramento e planejamento de ações de saúde.
DOI
10.1590/0102-311XEN217725
Identificação
Publicado por (Instituto)