Revista Fitos
Dentre as plantas medicinais mais conhecidas no mundo, encontra – se a Matricaria recutita L. Asteraceae, popularmente conhecida como camomila que está relacionada ao conceito de calmante, antiespasmódico, anti-inflamatório, entre outros. Das formas de utilização da camomila, predomina-se o consumo através de chás, as plantas medicinais são muito utilizadas, e para prevenir efeitos colaterais, o presente projeto avaliou experimentalmente, por meio de ensaios físico – químicos clássicos, a qualidade e as características físico-químicas dos extratos vegetais da M. recutita, comercializados em lojas de produtos naturais na cidade de Teresina – Pi, verificando sua adequação às exigências da RDC nº 26 de 2014. Realizou-se: análise das matérias-primas vegetais, rótulos e folheto informativo, produção de extratos, análise colorimétrica, teor de umidade, teor de matéria estranha e teor de cinzas totais. Todas as amostras demonstraram descumprimento de padrões de embalagem de acordo com a RDC vigente. Para a análise colorimétrica as amostras indicaram coordenadas concordantes entre si. Para teor de umidade, cinzas totais, matéria estranha e análise de pH todas as amostras encontram-se dentro dos níveis estabelecidos. Conclui-se que as amostras de camomila atendem às exigências de comercialização e produção determinadas pela RDC nº 26 de 2014 da ANVISA.
DOI
10.32712/2446-4775.2025.1734
Autores
Palavras-chave
Identificação
Referências do artigo
1. Falkowski GJS, Jacomassi E, Takemura OS. Qualidade e autenticidade de amostras de chá de camomila (Matricaria recutita L. – Asteraceae). Rev Inst Adolfo Lutz. 2009; 68(1):64-72. [https://doi.org/10.53393/rial.2009.v68.32744].
2. Amaral W, Deschamps C, Machado MP, Koeler HS, Scheer AP, Côcco LC. Desenvolvimento da camomila, rendimento e qualidade do óleo essencial em diferentes idades de colheita. Rev Bras Pl Med. 2014 Apr; 16(2): 237-42. Available from: [https://doi.org/10.1590/S1516-05722014000200011].
3. Fernandes CPM, Félix SR, Nobre MO. Toxicidade dos fitoterápicos de interesse do SUS: uma revisão. Semin Cienc Biol Saúde [Internet]. 24 nov. 2016; 37(1): 91-104. [citado em: 20 jan. 2024]. Disponível em: [https://doi.org/10.5433/1679-0367.2016v37n1p91].
4. Ianck, Melissa A, et al. Conhecimento e uso de plantas medicinais por usuários de unidades básicas de saúde na região de Colombo-PR. Rev Saúde Desenvol. Curitiba. Ago. 2017. 11(8): 29-30. [https://doi.org/10.1590/S0103-73312021310218].
5. Pedroso RS, Andrade G, Pires RH. Plantas medicinais: uma abordagem sobre o uso seguro e racional. Physis [Internet]. 2021; 31(2): e310218. Available from: [https://doi.org/10.1590/S0103-73312021310218].
6. Srivastava JK, Gupta S. Health promoting benefits of chamomile in the elderly population. In: Watson RR (Ed.). Complementary and alternative therapies and the aging population an evidence-based approach. San Diego, USA: Academic Press Inc. 2010. [https://doi.org/10.1016/B978-0-12-374228-5.00008-1].
7. Colet CF, et al. Análises das embalagens de plantas medicinais comercializadas em farmácias e drogarias do município de Ijuí/RS. Rev Bras P l Medic. Botucatu. Jun. 2015; 17(2): 331-339. [https://doi.org/10.1590/1983-084X/13_027].
8. Dutta T, Nandy S, Dey A. Etnobotânica urbana de Calcutá, Índia: um estudo de caso de sustentabilidade, conservação e uso pluricultural de plantas medicinais em lojas tradicionais de ervas. Environ Dev Sustain. 2022; 24: 1207–1240. [https://doi.org/10.1007/s10668-021-01493-y].
9. Gamboa-Gómez CI, et al. Review article: plants with potential use on obesity and its complications. EXCLI J. 2015; 14: 809–831. [https://doi.org/10.17179/excli2015-186].
10. Enioutina EY, et al. Phytotherapy as an alternative to conventional antimicrobials: combating microbial resistance. Expert Rev Clin Pharmacol. 2017; 1-12. [https://doi.org/10.1080 /17512433.2017.1371591].
11. Mclaren K. The Development of the CIE 1976 (L*a*b*) uniform colour-space and colour- difference formula. J Soc Dyers Colourists. 2008; 92: 338-341. [https://doi.org/10.1111/j.1478-4408.1976.tb03301.x].
12. Araújo PN, Guimarães ALA, Moura MRL, Vieira ACM. Quality control of commercial samples of “arnica” (Arnica montana and Solidago chilensis) from Rio de Janeiro, Brazil. Revista Agrogeoambiental, 2021; 13(1): [https://doi.org/10.18406/2316-1817v13n120211561].
13. Kruger RL, Garbin L, Tiuman TS. Avaliação da qualidade de plantas medicinais distribuídas por uma unidade de saúde de um município do interior do Paraná. RECEN-Rev Ciênc Exatas Nat. 2013; 15(1): 77-94. [https://revistas.unicentro.br/index.php/RECEN/article/view/2515/2234].
14. Tada JM, Nardi CPP. Caruncho (Sithophilus sp.) como veiculador de micro-organismos patogênicos no arroz e no milho. Rev Cogitare. 2021; 4(2): 58-67. [https://ojs.ifsp.edu.br/index.php/cogitare/article/view/1925].
15. Vieira MR, Martins JL, Oliveira ACDS. Determinação de compostos bioativos nas plantas amazônicas coramina (Pedilanthus tithymaloides (L.) Poit.) e mussambê (Tarenaya spinosa (Jacq.) Raf.). Rev Multidiscipl Saúde. 2022; 1-12. [https://doi.org/10.51161/rems/3475].
Página da publicação
Publicado por (Instituto)