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Introdução: A hanseníase é uma doença crônica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. É classificada como uma das principais doenças negligenciadas e o Brasil é o segundo país com maior número de casos. Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico e a distribuição dos casos de hanseníase, no Rio Grande do Norte, com intuito de subsidiar o delineamento das ações de controle e a assistência e vigilância no estado. Método: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e documental, em que foram analisados os casos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, no período de 2014–2023. Foram calculadas taxas de detecção de casos novos por 1.000 habitantes e feita a distribuição espacial. Resultados: Foram notificados 2.395 casos novos detectados, distribuídos em 82,0% dos municípios do RN e em 21,5%, indicando transmissão ativa recente. Os municípios Fernando Pedroza (9,09) e Olho d’Água do Borges (7,12) apresentaram as maiores taxas de detecção na população geral, enquanto Vila Flor (2,66) e Galinhos (1,53) na população de 0–14 anos. Ocorreram notificações em indivíduos de 1 a 80+ anos, sendo 61,4% na faixa etária adulta e 5,0% em 0–14 anos. Do total, 55,6% eram do sexo masculino, 69,6% pretos/pardos e 75,1% sem ou baixa escolaridade. A forma clínica dimorfa (34,2%) foi a mais frequente, 65,3% dos casos foram multibacilares e 9,6% apresentavam Grau de Incapacidade Física 2. Conclusões: Os achados reforçam a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância, incluindo busca ativa de casos, ampliação da investigação de contatos e capacitação profissional para diagnóstico precoce.
DOI
10.22239/2317-269X.02500
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