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Segurança do uso de PMMA em técnicas reparadoras de cranioplastia: revisão de revisões sistemáticas

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Introdução: O polimetilmetacrilato (PMMA) é um biomaterial amplamente utilizado em cranioplastias devido ao baixo custo, facilidade de moldagem intraoperatória e adequada estabilidade estrutural. Entretanto, a ocorrência de complicações infecciosas e outras intercorrências clínicas torna necessária a análise sistemática de seu perfil de segurança em reconstruções cranianas. Objetivo: Analisar o perfil de segurança e os efeitos adversos associados ao uso do PMMA em técnicas reparadoras de cranioplastia. Método: Foi realizado um overview de revisões sistemáticas, conduzido de acordo com as recomendações da Cochrane e reportado conforme o PRISMA. A busca foi realizada em 04/03/2026 em seis bases de dados eletrônicas: Medline via PubMed, Embase via Elsevier, Cochrane Library, Portal Regional BVS, Web of Science e Scopus, com busca complementar no Google Acadêmico. Foram incluídas revisões sistemáticas com ou sem metanálise que avaliaram o uso de PMMA em cranioplastia e reportaram desfechos de segurança. Resultados: Foram identificadas 108 revisões sistemáticas, das quais dez foram incluídas. Os eventos adversos associados ao PMMA em cranioplastia concentraramse principalmente em complicações locais e infecciosas. Entre os eventos locais leves destacaram-se eritema, edema local, prurido e equimose, descritos como comuns (10%–50%). Entre os eventos locais moderados, observaram-se infecção superficial em 10,47% e infecção do implante superficial ou profunda com frequências de 14,90%, 7,80% e 8,00%. Entre os eventos locais graves foram descritos granuloma intracraniano por corpo estranho e migração ou deslocamento do implante, com frequências de 3,72%, 2,30% e 2,00%. Entre os eventos sistêmicos destacaram-se convulsões e eventos neurológicos pós-operatórios, com frequência de até 15,6%. Conclusões: O perfil de segurança do PMMA demonstrou risco relevante de infecção e ocorrência de eventos adversos graves, ainda que raros. A escolha do material deve ser individualizada, considerando o perfil de risco do paciente, a complexidade do defeito craniano e a disponibilidade de alternativas terapêuticas. A predominância de estudos retrospectivos e a heterogeneidade metodológica reforçam a necessidade de ensaios clínicos randomizados para fortalecer as evidências sobre a segurança e a eficácia de longo prazo do PMMA.
DOI
10.22239/2317-269X.02638
Referências do artigo
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