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Prevalência de sintomas depressivos e fatores associados em idosos brasileiros: Pesquisa Nacional de Saúde de 2019

Cadernos de Saúde Pública (CSP)

Este estudo buscou descrever a prevalência de sintomas depressivos e seus fatores associados em idosos. Um estudo transversal de base populacional foi realizado com dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. A prevalência de sintomas depressivos foi determinada pelo Questionário sobre a Saúde do Paciente de 9 Itens (PHQ-9) e as associações foram testadas de acordo com variáveis sociodemográficas, de saúde e comportamentais. Razões de prevalência (RP) brutas e ajustadas com intervalos de 95% de confiança (IC95%) foram calculadas pela regressão de Poisson. A prevalência geral de sintomas depressivos foi de 10,7% (IC95%: 9,9; 11,5). Escores mais altos do PHQ-9 foram associados ao sexo feminino (RP = 2,11; IC95%: 1,82; 2,44), falta de participação em atividades religiosas (RP = 1,20; IC95%: 1,07; 1,35), não fumante (RP = 1,55; IC95%: 1,32; 1,83), autopercepção de saúde ruim ou muito ruim (RP = 7,55; IC95%: 5,82; 9,80) e multimorbidade (RP = 2,26; IC95%: 1,85; 2,75). Maiores nível educacional (RP = 0,55; IC95%: 0,42; 0,73), renda (RP = 0,68; IC95%: 0,54; 0,85) e atividade física (RP = 0,72; IC95%: 0,57; 0,90) foram negativamente associados ao desfecho. Os sintomas depressivos mais prevalentes foram problemas de sono (24,8%; IC95%: 23,8; 25,8), não se sentir descansado ou disposto/sentir-se sem energia (14,5%; IC95%: 13,7; 15,4) e estar deprimido/sentindo-se para baixo/sem perspectiva (10,5%; IC95%: 9,7; 11,2). Esses achados destacam a importância de priorizar a identificação e o tratamento de sintomas depressivos em populações idosas brasileiras, principalmente considerando que um em cada dez idosos apresenta sintomas depressivos.

DOI
10.1590/0102-311XEN006124
Edição
Publicado por (Instituto)