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Aferindo experiências com discriminação em múltiplos grupos sociais: análise de invariância da Escala de Discriminação Explícita em estudantes universitários

Cadernos de Saúde Pública (CSP)

O objetivo foi avaliar a capacidade da Escala de Discriminação Explícita (EDE) de produzir estimativas comparáveis entre grupos de gênero, cor/raça e posição socioeconômica. A análise se baseou em dados de dois estudos, realizados com estudantes de universidades públicas brasileiras. Uma versão abreviada da EDE com oito itens foi avaliada, utilizando o método alignment (alinhamento). Nossos achados indicaram violação de invariância entre grupos de cor/raça e gênero. Os relatos de experiências discriminatórias tiveram melhor comparabilidade entre estratos de posição socioeconômica. Este estudo demonstrou que a EDE deve ser utilizada com cautela, especialmente para fazer comparações de estimativas de discriminação entre respondentes de cor/raça e gênero distintos. A violação de invariância observada reforça a necessidade de pesquisas adicionais, examinando se tal cenário se mantém em amostras mais amplas e diversas do país.

DOI
10.1590/0102-311XPT127323
Edição
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Publicado por (Instituto)