Cadernos de Saúde Pública (CSP)
O estudo buscou investigar a prevalência de trauma dentário em crianças e adolescentes brasileiros. Foi realizada uma revisão sistemática em oito bases de dados: MEDLINE (via PubMed), LILACS, BBO, Scopus, Embase, Web of Science, Open Access Theses and Dissertations e OpenThesis. Foram incluídos apenas estudos de prevalência que usavam métodos de amostragem probabilística, sem limitação de ano ou idioma de publicação. Para avaliar o risco individual de viés, foram utilizadas as ferramentas de avaliação crítica da JBI para estudos de prevalência. Os estudos individuais foram combinados na metanálise com o uso do modelo de efeitos aleatórios. A heterogeneidade entre os estudos foi analisada pelas estatísticas Q de Cochran e I-quadrado. A análise de metarregressão foi realizada para avaliar as fontes de heterogeneidade. A abordagem GRADE avaliou a certeza das evidências entre os estudos incluídos. A busca resultou em 2.069 registros, dos quais 36 foram incluídos no estudo. Os estudos elegíveis foram publicados entre 2000 e 2021, com uma amostra total de 40.194 crianças e adolescentes. A maioria dos estudos (75%) teve baixo risco de viés. Nos dentes permanentes, a prevalência de trauma dentário foi de 21% (IC95%: 16,0; 26,0) e nos dentes decíduos foi de 35% (IC95%: 26,0; 44,0). A prevalência de trauma dentário foi mais alta no sexo masculino que no feminino, para ambas as dentições. Com base na baixa certeza, a prevalência das lesões dentárias traumáticas em crianças e adolescentes brasileiros é mais alta que no resto do mundo, tanto nos dentes decíduos quanto nos permanentes. Além disso, a prevalência de trauma dentário é mais alta em meninos que em meninas.
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10.1590/0102-311x00015920
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