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Os determinantes da autopercepção da saúde variam entre idosos com deficiência, com doenças crônicas não transmissíveis ou com ambas condições nas áreas urbanas da Colômbia?

Cadernos de Saúde Pública (CSP)
O estudo teve como objetivos identificar os principais determinantes da autopercepção da saúde entre indivíduos com 60 anos ou mais em Bogotá, Colômbia, e averiguar se esses determinantes variam entre grupos. A fonte de dados foi a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde de 2011, para a cidade de Bogotá. Foram estimados modelos de regressão logística para identificar os determinantes da autopercepção da saúde excelente/boa entre pessoas com 60 anos de idade ou mais, residindo em Bogotá. Além disso, foi realizada uma análise de subgrupos com o objetivo de identificar se os determinantes mudaram entre os grupos (homens, mulheres, pessoas com deficiência, com doenças crônicas e pessoas vivendo simultaneamente com deficiência e com doenças crônicas). A probabilidade de relatar autopercepção da saúde excelente/boa diminui quando a pessoa é portadora de deficiência ou doença crônica ou quando a renda domiciliar é insuficiente para atender as necessidades básicas. Enquanto isso, as chances de relatar autopercepção da saúde excelente/boa aumentam quando a pessoa tem maior escolaridade e recebe apoio da família. A análise de subgrupos revelou que, embora alguns determinantes só estejam associados a um grupo (idade e doenças crônicas), de maneira geral, três principais determinantes foram importantes: anos de ensino, condição socioeconômica e apoio familiar. Os determinantes da autopercepção da saúde em idosos residentes em Bogotá variam de acordo com a presença ou ausência de deficiência e doenças crônicas. Portanto, as políticas públicas que procuram melhorar os níveis de saúde e qualidade de vida devem considerar os efeitos dessas características sobre a percepção dos indivíduos em relação à própria saúde.
DOI
10.1590/0102-311x00041719
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Publicado por (Instituto)