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Centralidade e imaterialidade do trabalho

Trabalho, Educação e Saúde (TES)

Os debates sociológicos, surgidos nos anos 1970 e nas décadas seguintes, que se estruturam em resposta à suposta crise do marxismo, partem de um pressuposto comum, a saber, a ineficácia da teoria marxista e de suas categorias analíticas fundamentais para compreender a realidade heterogênea das sociedades contemporâneas. O diagnóstico é simples: os conceitos de classe social, trabalho e luta de classes não dariam mais conta da dinâmica social de final do século XX e início do XXI. O objetivo central dessa perspectiva, no entanto, concentra-se não em localizar o problema, mas em generalizá-lo a toda bibliografia marxista. Se, por um lado, a crítica às concepções de classe social, de trabalho e de luta política restrita à fábrica é fundamental, por outro, não pode ser considerada como momento de superação da problemática teórica marxista. Neste ensaio, tenho a intenção de explicitar o ponto de partida e os limites das teses sobre a não centralidade do trabalho e sobre o trabalho imaterial como força produtiva central na medida em que farei uma leitura das classes sociais, do trabalho e da luta política diferente daquela criticada pelas teses que compõem esses deb

DOI
10.1590/S1981-77462010000300002
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Publicado por (Instituto)