O objetivo deste trabalho foi realizar estudos fitoquímicos e avaliar a atividade antipromastigota (Leishmania amazonensis) da casca de Casearia javitensis. O extrato etanólico (EE) foi obtido através da maceração do pó da casca com etanol. O extrato foi fracionado em coluna cromatografia aberta, originando as frações hexânica (FrHex), diclorometânica (FrDcm), acetato de etila (FrAcOET) e metanólica (FrMeOH). O EE e suas frações foram analisados por cromatografia em camada delgada (CCD), e a FrDcm em cromatografia líquida de alta eficiência acoplada ao detector de arranjo de diodos (CLAE-DAD). O ensaio antipromastigota e citotoxicidade frente à linhagem celular de leucemia monocítica aguda (THP-1) foram realizados pelo teste colorimétrico MTT. No perfil fitoquímico em CCD do EE e frações FrHex, FrAcOET e FrMeOH foram detectados terpenos e na FrDcm em espectro em ultravioleta (CLAE-DAD), sugere-se tratar de um composto fenólico. As frações FrHex (CI50 = 116,6 ± 0,9 μg mL-1) e FrDcm (CI50 = 59,38 ± 1,1 μg mL-1) foram ativas em promastigota e apresentaram baixa citotoxicidade (CC50 = 333,4 ± 3,2 e 241,2 ± 1,9 μg mL-1, respectivamente), sendo FrDcm o índice de seletividade de 4,1. Portanto, FrDcm mostrou-se promissora como leishmanicida e essa atividade pode estar relacionada a um composto fenólico.
Atividade antileishmanial in vitro e análise fitoquímica de Casearia javitensis Kunth (Salicaceae)
Revista Fitos
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10.32712/2446-4775.2020.950
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