O estudo teve como objetivo investigar o conhecimento, atitude e prática dos cirurgiões - dentistas, que atendem na região do Seridó no Rio Grande do Norte, sobre a fitoterapia na prática clínica. A pesquisa foi realizada por um estudo do tipo exploratório e descritivo a partir de um instrumento de coleta de dados do tipo questionário estruturado, com perguntas abertas e fechadas, disponibilizado na plataforma Google Forms e enviado por meio do endereço de e-mail profissional dos dentistas inscritos no CRO-RN que atuam na região. Os dados foram analisados a partir da análise bivariada e do teste Qui-quadrado. Apenas 17,7% dos dentistas entrevistados usam ou indicam plantas medicinais ou fitoterápicos, as espécie mais indicada pelos dentistas é a camomila (Matricaria chamomilla), para aliviar os sintomas da erupção dentária em bebês, tratamento de inflamação e ajuda no processo de cicatrização e o fitoterápico é a Valeriane (Valeriana officinalis L). 91,1% dos entrevistados nunca cursaram nenhuma disciplina sobre a temática em questão, 68,8% não tem conhecimento da Resolução Nº 082/2008-CFO. Conclui-se, assim, que os dentistas em questão fazem pouca indicação ou prescrição de plantas medicinais e fitoterápicos, e sendo possível que isso se dê pelo pouco conhecimento acerca da temática.
Avaliação do conhecimento e uso de plantas medicinais e fitoterápicos por dentistas do Seridó Potiguar/RN
Revista Fitos
DOI
10.32712/2446-4775.2019.1097
Palavras-chave
Edição
Identificação
Referências do artigo
Carvalho JCT. Fitoterápicos anti-inflamatórios: aspectos químicos, farmacológicos e aplicações terapêuticas, Ribeirão Preto, Tecmedd, 2004; 479p. ISBN: 9798586653086.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica. Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. – Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 60p. – (Série B. Textos Básicos de Saúde).
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica. Política e Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 190p.
Conselho Federal de Odontologia - CFO. Resolução CFO-82/2008. Reconhece e regulamenta o uso pelo cirurgião-dentista de práticas integrativas e complementares à saúde bucal. Rio de Janeiro; 2008. p.1-16. Disponível em: [Link].
Oliveira FQ et al. Espécies vegetais indicadas na Odontologia. Rev Bras Farmacogn. Jul./Set. 2007; 17(3): 466-476. ISSN 1981-528X. [CrossRef].
Soyama P. Plantas medicinais são pouco exploradas pelos dentistas. Ciên Cult. [online]. 2007; 59(1): 12-13.
Lustosa LJ, Mesquita MA, Quelhas OLG, Oliveira RJ. Planejamento e controle da produção. Rio de Janeiro: Campus, 2008. ISBN: 9788535220261.
Varoni EM, Lodi G, Sardella A, Carrassi A, Iriti M. Plant polyphenols and oral health: old phytochemicals for new fields. Curr Med Chem. 2012; 19(11): 1706-1720. [CrossRef] [PubMed].
Francisco KSF. Fitoterapia: Uma opção para o tratamento odontológico. Rev Saú. 2010; 4(1): 18-24. [Link].
Machado AC, Oliveira RC. Medicamentos Fitoterápicos na odontologia: evidências e perspectivas sobre o uso da aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva Allemão). Rev Bras Pl Med. Campinas. 2014; 16(2): 283-289. ISSN 1516-0572. [CrossRef].
Cavalcante ALFA. Plantas medicinais e saúde bucal: estudo etnobotânico, atividade antimicrobiana e potencial para interação medicamentosa. 2010. 210 f. Dissertação de Mestrado [Programa de Pós-Graduação em Odontologia] Universidade Federal da Paraíba-UFPB, João Pessoa. 2010.
Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Disponível em: [Link]. Acesso em: 22 nov. 2018, às 18h32min.
Rodrigues VEG, Carvalho DA. Levantamento etnobotânico de plantas medicinais no domínio do cerrado na região do Alto Rio Grande, Minas Gerais. Ciên Agrotéc. 2001; 25(1): 102-23.
Amorozo MCM. Uso e diversidade de plantas medicinais em Santo Antônio do Leverger, MT, Brasil. Acta Bot Bras. 2002; 16(2): 189-203. ISSN 1677-941X. [CrossRef].
Moreira RCP et al. Abordagem etnobotânica acerca do uso de plantas medicinais na Vila Cachoeira, Ilhéus, Bahia, Brasil. Acta Farm Bonae. 2002; 21(3): 205-211. ISSN 0326-2383. [Link].
Borba AM, Macedo M. “Plantas medicinais usadas para a saúde bucal pela comunidade do Bairro Santa Cruz. Chapada dos Guimarães, Mato Grosso. Brasil”. Acta Bot Bras. 2006; 20(4): 771-782.
Macedo AF, Oshiiwa M, Guarido CF. Ocorrência do uso de plantas medicinais por moradores de um bairro do município de Marília-SP. Rev Ciênc Farm Básica Apl. 2007; 28(1): 123-128.
Reis LBM et al. Conhecimentos, atitudes e práticas de Cirurgiões-Dentistas de Anápolis-GO sobre a fitoterapia em odontologia. Rev Odont UNESP. 2014; 43(5): 319-325. ISSN 1807-2577. [CrossRef].
Monteles R, Pinheiro CUB. Plantas medicinais em um quilombo maranhense: uma perspectiva etnobotânica. Rev Biol Ciên Terra. 2007; 7(2): 38-48. ISSN 1519-5228.
Lima Jr JF. O Uso de Fitoterápicos e a Saúde Bucal. Saú Rev Piracicaba. 2005; 7(16): 11-17.
Revilla J et al. Mapeamento da Biodiversidade Amazônia: potencialidades dos fitos. T&C Amaz. ano 5, nº 11, 2007.
Michiles E. Diagnóstico situacional dos serviços de fitoterapia no Estado do Rio de Janeiro. Rev Bras Farmacogn. Curitiba. 2004; 14(supl. 01): 16-19. ISSN 0102-695X. [CrossRef].
Santos EB et al. Estudo etnobotânico de plantas medicinais para problemas bucais no município de João Pessoa, Brasil. Rev Bras Farmacogn. 2009; 19(1b): 321-324. ISSN 1981-528X. [CrossRef].
Evangelista SS et al. Fitoterápicos na odontologia: estudo etnobotânico na cidade de Manaus. Rev Bras Plan Medic. 2013; 15(4): 513-519. ISSN 1516-0572. [CrossRef].
Pontes RMF, Monteiro OS, Rodrigues MCS. O uso da fitoterapia no cuidado de crianças atendidas em um Centro de Saúde do Distrito Federal. Comun Ciên Saú. Brasília. 2006; 17(2): 129-139. [Link].
Página da publicação
Publicado por (Instituto)