O Ecolume integra as práticas dos conceitos de geração de energia fotovoltaica com a captação de águas pluviais, a reutilização de águas residuais e a produção de alimentos orgânicos ao longo do ano. A combinação de água da chuva coletada nas superfícies dos painéis solares e a reutilização de água cinza e preta, para irrigação de pomares e viveiros de mudas nativas, orienta um novo paradigma de desenvolvimento socioeconômico no semiárido, tornando este projeto um processo de adaptação eficaz às mudanças climáticas. O semiárido do Nordeste brasileiro mostrou uma redução na precipitação total anual, na forma de secas severas recorrentes. A abundância de energia solar pode ser uma fonte de desenvolvimento socioeconômico na região, ferramenta poderosa para adaptar-se às mudanças climáticas. O tratamento e a reutilização de águas cinza e negra têm como objetivo produzir água de boa qualidade para irrigar mudas em viveiro (umbu - Spondias tuberosa) e garantir a redução da poluição. A produção de mudas nativas de umbu é para reflorestar a vegetação da Caatinga (bioma local). O projeto Ecolume qualificou mais de 700 pessoas em tecnologia de energia solar, reuso e tratamento de água cinza e preta, mudas e produção de alimentos usando o sistema aquapônico.
O Projeto Ecolume: O paradigma da abundância na convivência com o clima semiárido no Nordeste brasileiro
Revista Fitos
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10.32712/2446-4775.2020.941
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