Este artigo faz a leitura das notícias falsas que circulam conteúdo sobre saúde pública em redes digitais e aplicativos de troca de mensagens. Para enumerar os argumentos utilizados pelos divulgadores de fake news na disputa pela enunciação da verdade, no campo do discurso, os autores escolheram a campanha de vacinação contra a febre amarela, lançada em um surto da doença no Brasil, no fial de 2016. Selecionamos os textos de posts e áudios que se multiplicaram no WhatsApp, especifiamente no ano de 2018, para a análise ancorada nas teses sobre produção de verdade e poder de Michel Foucault e de Nikolas Rose. Iniciamos, assim, uma reflxão sobre a ação das fake news em defesa da vida e que, ao mesmo tempo, colocam a vida em risco. A Organização Mundial da Saúde já aponta as fake news como uma das responsáveis pela baixa nos níveis internacionais de imunização.
Fake news colocam a vida em risco: a polêmica da campanha de vacinação contra a febre amarela no Brasil
Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (RECIIS)
DOI
10.29397/reciis.v14i1.1979
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