O fenômeno do efeito contágio na mídia não é novo, mas muito atual. No Brasil a mídia é a terceira maior causa de suicídio em jovens de 15 a 29 anos, e um grave problema de saúde pública. Nesse ensaio desvelamos por meio de uma revisão bibliográfia as evidências que suportam o efeito epidêmico de suicídio na mídia e seus modos de operação por meio de teorias como a de Albert Bandura e sua Teoria da Aprendizagem Social. Tal relação é aqui prestigiada em função dos mais recentes sucessos como 13 Reasons Why e Euphoria, que descrevem o suicídio e comportamentos autodestrutivos de forma curiosamente descuidada. Apontamos como urgente a necessidade de normatização legal da produção e distribuição dessas mensagens nos meios de comunicação social brasileiros, que venha a contemplar os diversos gêneros audiovisuais e, sobretudo, os novos suportes de veiculação caracterizados por seu modelo assincrônico de distribuição de conteúdo.
Evidências entre mídia e suicídio: efeito contágio das produções jornalísticas e ficcionais
Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (RECIIS)
DOI
10.29397/reciis.v14i3.1932
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