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Validação farmacológica do uso da Piper hispidum Sw. descrito nos tratados entre os séculos XVII ao século XX

Revista Fitos
Piper hispidum Sw., popularmente conhecida em algumas regiões como “pimenta-de-macaco”, possui um histórico de uso tradicional no Brasil para diversas finalidades, especialmente relacionadas ao sistema geniturinário, inflamações e problemas hepáticos. As folhas são utilizadas em banhos ou chás para corrimentos vaginais, cistites, congestões hepáticas e prolapso uterino, enquanto as raízes são empregadas para corrimentos uretrais. Estudos fitoquímicos revelam a presença de diversos metabólitos ativos, incluindo amidas (ex: piperina), flavonoides (chalconas), butenolídeos (piperolídeos), óleos essenciais (monoterpenos e sesquiterpenos) e fenilpropanoides. Estes compostos demonstram atividades antimicrobianas, anti-inflamatórias, antioxidantes, estrogênicas e serotoninérgicas, que podem justificar o uso tradicional como adstringente e desobstruente. Apesar das evidências pré-clínicas promissoras, a ausência de ensaios clínicos robustos em humanos ressalta a necessidade de cautela no uso terapêutico.    
DOI
10.32712/2446-4775.2025.1865
Referências do artigo
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