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Saúde mental na Argentina e no Brasil: avanços e desafios a partir de experiências subnacionais em Río Negro e no Ceará

Cadernos de Saúde Pública (CSP)

As políticas de saúde mental se mostram plurais com estratégias, processos e resultados distintos de reformas psiquiátricas nos países da América Latina. O objetivo do artigo foi analisar os avanços e desafios nas políticas de saúde mental na Argentina e no Brasil, considerando experiências subnacionais de reformas. Recorreu-se a um desenho de pesquisa qualitativo, que incluiu um exercício descritivo, interpretativo e comparativo. Além de análise documental, foram realizadas 35 entrevistas com gestores nacionais e da rede de saúde mental de Río Negro, província argentina, e Ceará, estado brasileiro. Os resultados apontam que marcos legais, contextos políticos e características estruturais nacionais circunscrevem as experiências subnacionais. O protagonismo local se manifesta com a formulação e implementação de serviços de atenção à saúde mental com orientação comunitária. O porte das cidades é um fator relevante para a implementação de políticas. Os dois casos têm dificuldades relacionadas à formação dos profissionais, às condições de trabalho, ao financiamento das políticas, bem como à coordenação e integração de serviços da rede de atenção. As políticas estudadas são permeadas por resistências e, por vezes, retrocessos que podem afetar os avanços conquistados nas últimas décadas. Conclui-se que existem similaridades nos casos analisados, diante de condicionantes contextuais e estruturais particulares.

DOI
10.1590/0102-311XPT072224
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Publicado por (Instituto)