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Produção científica sobre desigualdades em saúde utilizando o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos: uma revisão de escopo

Cadernos de Saúde Pública (CSP)
O Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) é amplamente utilizado para apoiar gestores de saúde no planejamento e monitoramento de programas de saúde materna e infantil. Pesquisas científicas usando dados do SINASC também são essenciais para identificar temas ainda não explorados que merecem investigação adicional. Este estudo tem como objetivo descrever o perfil da produção científica com base nos dados do SINASC, identificando lacunas na literatura existente, com atenção especial aos estudos que abordam desigualdades em saúde. Foi realizada uma revisão de escopo, incluindo artigos originais que relatavam os resultados primários do SINASC. Cinco base de dados foram pesquisados até agosto de 2025: PubMed, Embase, Scopus, Web of Science e LILACS. Os sites oficiais brasileiros também foram consultados manualmente. Um total de 7.363 registros foram identificados, e 85 foram incluídos na análise final. As variáveis mais frequentemente analisadas foram anomalias congênitas, peso ao nascer, duração da gestação, tipo de parto e idade materna, com desfechos mais frequentemente relacionados à fenda labial/palatina, prematuridade, baixo peso ao nascer, cesariana e distribuição etária materna. Quase todos os estudos (95,3%) abordaram pelo menos uma dimensão da desigualdade, sendo mais frequentemente fatores geográficos e sociodemográficos maternos, com o Índice de Desenvolvimento Humano como principal variável socioeconômica externa. Esta revisão ressalta a relevância do SINASC para o avanço da pesquisa sobre equidade em saúde no Brasil. No entanto, persistem lacunas nas análises do cuidado pré-natal e da raça/cor da pele.
DOI
10.1590/0102-311XEN197425
Identificação
Publicado por (Instituto)