Cadernos de Saúde Pública (CSP)
O estudo teve como objetivo investigar se a frequência cardíaca de recuperação (FCR) é um preditor de mortalidade por todas as causas ao longo de 72 meses. Neste estudo de coorte, 578 indivíduos submetidos a um teste de esforço máximo em um hospital universitário entre agosto de 2012 e agosto de 2018 foram acompanhados por até 72 meses. Os participantes realizaram um teste incremental máximo em esteira, seguido por uma fase de recuperação ativa para avaliar a FCR. A FCR foi considerada normal quando o declínio da frequência cardíaca foi ≥ 13bpm no primeiro minuto pós-exercício, enquanto a FCR anormal foi definida como ≤ 12bpm. Entre os 578 indivíduos, 371 (64,2%) apresentaram FCR normal e 207 (35,8%) apresentaram FCR anormal. A análise de sobrevida demonstrou sobrevida após 72 meses significativamente maior no grupo com FCR normal (93,8%) em comparação ao grupo com FCR anormal (81,6%), com uma razão de risco de 3,16 (IC95%: 1,86-5,35). De modo geral, indivíduos com FCR anormal eram mais velhos, apresentavam maior carga de comorbidades, menor tempo até a exaustão, menor frequência cardíaca de pico e maior frequência cardíaca aos 60 segundos pós-exercício. Em conclusão, a FCR foi um preditor de mortalidade por todas as causas ao longo de 72 meses. Esses achados sugerem o uso da FCR como uma ferramenta prognóstica simples e não invasiva na prática clínica, particularmente para a estratificação do risco de mortalidade.
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10.1590/0102-311XEN113025
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