Este artigo, de caráter interdisciplinar, tem como objetivo articular questões da diversidade sociocultural com o direito à comunicação e à saúde e a estratégias de reconhecimentos identitários. Para isso, propomos uma análise de conteúdo, de abordagem qualitativa, da comunicação produzida pela Equipe de Base Warmis – Convergências das Culturas sobre o caso que ficou conhecido como Projeto pró-cesárea no SUS ou PL 435/2019, comparando-a ainda com matérias veiculadas sobre o tema na mídia tradicional comercial e em notas e comunicados oficiais de instituições formais de classe profissional envolvidas com a questão. Como recurso teórico-metodológico, utilizamos os conceitos de interculturalismo e comunicação intercultural. Entre os principais resultados, destacamos que processos comunicacionais, quando entendidos não somente a partir de seu alcance instrumental, mas, em seu sentido de vinculação sociocultural, interação simbólica e produção subjetiva, podem ter caráter mobilizador coletivo e de reconhecimento identitário visando, muitas vezes, a transformação da realidade social, ainda que essa signifique uma coexistência sociocultural capaz de ser negociada.
A voz da mulher imigrante no debate público sobre o ‘Projeto pró-cesárea no SUS’ em São Paulo a partir da perspectiva da comunicação intercultural
Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (RECIIS)
DOI
10.29397/reciis.v13i4.1850
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