Este artigo se baseia em um estudo feito com o objetivo de analisar indicadores sobre a testagem da sífilis na gestação no Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde (PQAVS) e no Programa Previne Brasil no estado da Paraíba, e também de levantar aspectos do tratamento terapêutico para sífilis gestacional. Trata-se de uma pesquisa descritiva-exploratória, na qual foram sistematizados dados do indicador 11, testes por gestantes, do PQAVS e do indicador de desempenho da Atenção Primária à Saúde (APS), com base na proporção de gestantes que realizaram exames de sífilis e HIV durante o pré-natal em 2020; também foi feita a sistematização do webquestionário direcionado a profissionais da APS (médicos/enfermeiros) e autoaplicado sobre a atuação e tratamento terapêutico para sífilis gestacional. Dos 223 municípios da Paraíba, apenas 12% atingiram a meta do PQAVS e 39% a do Previne Brasil em 2020. Em relação ao webquestionário, houve a participação de 142 profissionais, dos quais 85% realizam o tratamento terapêutico preconizado pelo Ministério da Saúde para a APS. Desse modo, deve ser ressaltada a importância da ampliação da oferta de testes para sífilis, dos insumos para o tratamento adequado e da qualificação dos profissionais e da informação em saúde.
Integração da vigilância e atenção à saúde no tratamento da sífilis gestacional: análise dos indicadores do PQAVS e do Previne Brasil na Paraíba
Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (RECIIS)
DOI
10.29397/reciis.v18iAhead-of-Print.3464
Autores
Edição
Identificação
Referências do artigo
ARAÚJO, Eliete da Cunha et al. Avaliação do pré-natal quanto à detecção de sífilis e HIV em gestantes atendidas em uma área rural do estado do Pará, Brasil. Revista Pan-Amazônica de Saúde, Ananindeua, v. 9, n. 1, p. 33-39, 2018. DOI: http://dx.doi.org/10.5123/s2176-62232018000100005. Disponível em: http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-62232018000100033&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 25 abr. 2024.
BRASIL. Caderno de boas práticas: o uso da penicilina na Atenção Básica para a prevenção da sífilis congênita no Brasil. Brasília, DF: Editora do Ministério da Saúde, 2015.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.378, de 9 de julho de 2013. Regulamenta as responsabilidades e define diretrizes para execução e financiamento das ações de Vigilância em Saúde pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, relativos ao Sistema Nacional de Vigilância em Saúde e Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. Diário Oficial da União, Brasília, DF, n. 132, p. 93, 11 jul. 2013a. Seção 3. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt1378_09_07_2013.html. Acesso em: 25 abr. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.708, de 16 de agosto de 2013. Regulamenta o Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde (PQAVS), com a definição de suas diretrizes, financiamento, metodologia de adesão e critérios de avaliação dos Estados, Distrito Federal e Municípios. Diário Oficial da União, Brasília, DF, n. 159, p. 68-73, 19 ago. 2013a. Seção 2. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt1708_16_08_2013.html. Acesso em: 25 abr. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.778, de 18 de dezembro de 2014. Revisa a relação de metas, com seus respectivos indicadores, e a metodologia para a Fase de Avaliação do Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde (PQA-VS) a partir do ano de 2014. Diário Oficial da União, Brasília, DF, n. 243, p. 102-104, 19 dez. 2014. Seção 2. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt1708_16_08_2013.html. Acesso em: 25 abr. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2020a.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico, Brasília, DF, n. especial Sífilis, 2020b. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/arquivos/2020/BoletimSfilis2020especial.pdf. Acesso em: 25 abr. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde. Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde. Brasília, DF, 2020c. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programa-de-qualificacao-das-acoes-de-vigilancia-em-saude#:~:text=Criado%20pela%20Portaria%20n%C2%BA%201.378,do%20Sistema%20%C3%9Anico%20de%20Sa%C3%BAde. Acesso em: 25 abr. 2024.
BOUSQUAT, Aylene et al. Desafios da Atenção Básica no enfrentamento da pandemia da covid-19 no SUS. Relatório de Pesquisa. Rio de Janeiro: Rede de Pesquisa em APS-Abrasco, 2020. Disponível em: https://redeaps.org.br/wp-content/uploads/2020/08/RelatorioDesafiosABCovid19SUS.pdf. Acesso em: 25 abr. 2024.
CARVALHO, Isaiane da Silva; BRITO, Rosineide Santana de. Sífilis congênita no Rio Grande do Norte: estudo descritivo do período 2007-2010. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, DF, v. 23, n. 2, p. 287-94, 2014. DOI: https://doi.org/10.5123/S1679-49742014000200010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ress/a/kxRqwRGjRZqJkDDkJgw6GNR/?lang=pt. Acesso em: 16 abr. 2024.
CONCEIÇÃO, Hayla Nunes da et. al. Análise epidemiológica e espacial dos casos de sífilis gestacional e congênita. Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 43, n. 123, p. 1145-1158, 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/0103-1104201912313. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sdeb/a/V5sfBFJ843smX8y8n99Zy6r/#. Acesso em: 29 abr. 2024.
FALEIROS, Fabiana et al. Uso de questionário online e divulgação virtual como estratégia de coleta de dados em estudos científicos. Texto & Contexto - Enfermagem, Florianópolis, v. 25, n. 04, e3880014, 2016. DOI: https://doi.org/10.1590/0104-07072016003880014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tce/a/Hjf6ghPxk7LT78W3JBTdpjf/?lang=pt. Acesso em: 25 abr. 2024.
FERNANDES, Judriele Francisca Vieira et al. Sífilis em gestantes residentes em São Luís, Maranhão: perfil e evolução de 2006 a 2018. Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 362-378, 2021. DOI: https://doi.org/10.29397/reciis.v15i2.2182. Disponível em: https://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/2182. Acesso em: 29 abr. 2024.
FIGUEIRÓ-FILHO, Ernesto Antonio et al. Sífilis congênita como fator de assistência pré-natal no município de Campo Grande – MS. Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Niterói, v. 19, n. 3-4, p. 139-143, 2007. Disponível em: https://www.bjstd.org/revista/article/view/905. Acesso em: 16 abr. 2024.
LIMA, Bruno Gil de Carvalho. Abordagem da sífilis como indicador de qualidade da assistência pré-natal em Salvador. Revista Baiana de Saúde Pública, Salvador, v. 28, n. 1, p. 9-18, 2004. DOI: https://doi.org/10.22278/2318-2660.2004.v28.n1.a1143. Disponível em: https://rbsp.sesab.ba.gov.br/index.php/rbsp/article/view/1143. Acesso em: 25 abr. 2024.
MAGALHÃES, Daniela Mendes dos Santos et al. A sífilis na gestação e sua influência na morbimortalidade materno-infantil. Comunicação em ciências da saúde, Brasília, DF, v. 22, n. Sup 1, p. S43-S54, 2011. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-619071. Acesso em: 25 abr. 2024.
MAGALHÃES, Daniela Mendes dos Santos et al. Sífilis materna e congênita: ainda um desafio. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 29, n. 6, p. 1109-1120, 2013. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2013000600008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/M97FZbnrgbCxk7hRjbwSJSv/?lang=pt#. Acesso em: 16 abr. 2024.
PADOVANI, Camila; OLIVEIRA, Rosana Rosseto de; PELLOSO, Sandra Marisa. Syphilis in during pregnancy: association of maternal and perinatal characteristics in a region of southern Brazil. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 26, p. e3019, 2018. DOI: https://doi.org/10.1590/1518-8345.2305.3019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rlae/a/KXZGyqSjq4kVMvTL3sFP7zj/?lang=en. Acesso em: 25 abr. 2024.
PARAÍBA. Secretaria de Estado da Saúde. Boletim Epidemiológico, João Pessoa, n. 1, 7 out. 2021. Disponível em: https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/arquivos-1/vigilancia-em-saude/boletim-sifilis-2021-final.pdf. Acesso em: 29 abr. 2024.
PINTO, Luiz Felipe; FREITAS, Marcos Paulo Soares de; FIGUEIREDO, André William Sant’Anna de. Sistemas Nacionais de Informação e levantamentos populacionais: algumas contribuições do Ministério da Saúde e do IBGE para a análise das capitais brasileiras nos últimos 30 anos. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 23, n. 6, p. 1859–1870, 2018. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232018236.05072018. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/m5CZYFRpcMyPCghNCV855gm/?lang=pt. Acesso em: 25 abr. 2024.
RAMOS JR, Alberto Novaes. Persistência da sífilis como desafio para a saúde pública no Brasil: o caminho é fortalecer o SUS, em defesa da democracia e da vida. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 38, n. 5, p. e00069022, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-311XPT069022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/HHKTNLdmXsxZwNYmPKsQkpC/#. Acesso em: 25 abr. 2024.
SETA, Marismary Horsth De; OCKÉ-REIS, Carlos Octávio; RAMOS, André Luis Paes. Programa Previne Brasil: o ápice das ameaças à Atenção Primária à Saúde? Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 26, suppl 2, 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232021269.2.01072020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/YDNxWmxtzxsfhTgn9zjcrhC#. Acesso em: 25 abr. 2024.
SILVA, Teresa Cristina Araújo da et al. Prevenção da sífilis congênita pelo enfermeiro. Revista Interdisciplinar, [s. l.], v. 8, n. 1, p. 174-182, 2015. Disponível em: https://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/Prevencao-da-sifilis-congenita-pelo-enfermeiro-na-Estrategia-Saude-da-Familia.pdf. Acesso em: 20 mar. 2024.
SOARES, Larissa Gramazio et al. Sífilis gestacional e congênita: características maternas, neonatais e desfecho dos casos. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, Recife, v. 17, n. 4, p. 781-789, 2017. DOI: https://doi.org/10.1590/1806-93042017000400010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/M97FZbnrgbCxk7hRjbwSJSv/?lang=pt#. Acesso em: 16 mar. 2024.
Página da publicação
Publicado por (Instituto)