As quedas em idosos são um grande problema de saúde pública. Este estudo buscou estimar os efeitos da idade, período e coorte de nascimentos sobre a mortalidade por quedas em idosos no Brasil e suas regiões geográficas, por gênero, no período de 1980 a 2019. Foi realizado um estudo ecológico de séries temporais utilizando dados de óbitos por quedas em idosos extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade. Os modelos de Poisson foram ajustados para cada gênero e região geográfica para estimar os efeitos idade-período-coorte. De 1980 a 2019, o Brasil registrou 170.607 mortes relacionadas a quedas em idosos, sendo que 50,1% ocorreram em mulheres. Mais da metade desses óbitos ocorreu na faixa etária de 80 anos ou mais (55%) e na Região Sudeste (52%). Observamos um aumento nas taxas de mortalidade por quedas em todas as faixas etárias e regiões, independentemente do gênero. Houve aumento do risco de óbito em todos os períodos após o período de referência (2000 a 2004) em todas as regiões e para ambos os gêneros. Também observamos um aumento gradual no risco de mortalidade para homens nascidos antes de 1914 e depois de 1935 em comparação com a coorte de referência (1930 a 1934). Em contraste, encontramos um efeito protetor em todas as coortes de nascimento para mulheres. Houve um aumento consistente no risco de mortalidade por quedas entre idosos no Brasil, representando um desafio para a saúde pública. Os achados destacam a necessidade urgente de implementação de políticas públicas de saúde que promovam a saúde do idoso e previnam o risco de quedas para melhorar a qualidade de vida dessa população.